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Abacaxi produzido no Rio poderá ter selo de indicação geográfica

Que tal um abacaxi doce, suculento, de casca vermelha, totalmente comestível, da casca à polpa, que não precisa ser descascado e que, ainda por cima, tem propriedades antioxidantes e antihipertensivas? É o que promete colocar no mercado o botânico fluminense Pedro Nahoum, pesquisador da fruta desde 1992. Desenvolvido em viveiros em Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro, o fruto deverá chegar às mesas em 2013 com a promessa de revolucionar o consumo da fruta – reconhecidamente uma das mais saborosas entre as tropicais, mas que, espinhosa da planta à casca, carrega o estigma de simbolizar uma coisa difícil de lidar.

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) aposta em outra variedade, lançada em 2010 e batizada de IAC Fantástico. Ele tem folhas sem espinho e brix (indicador do grau de doçura) superior a 16 graus. Uma fruta que atinge até dois quilos de peso é o que Nahoum pretende colocar no mercado a partir de um plantio inicial de 1 milhão de pés em uma área de 25 hectares do município de Quissamã, no norte do Rio, que deverá ser feito no próximo ano para colheita em 2013. A substância com propriedades terapêuticas contida na casca vermelha é a Pinotina A, a mesma presente nas uvas, de acordo com o “pesquisador-empresário”.

A cidade de Quissamã, famosa por ser uma das principais beneficiárias dos royalties do petróleo, tem terras arenosas próprias para o cultivo do abacaxi, fruta que fez sua fama na década de 1970. Nahoum contratou o laboratório internacional SBW, um dos maiores produtores de mudas do mundo, para produzir as mudas a partir das suas matrizes. Hoje ele tem 10 mil mudas e sua meta é ter em pouco tempo 5 milhões delas e 800 matrizes para plantio próprio e venda ao mercado. Em parceria com o escritório de arquitetura carioca Índio da Costa A.U.D.T, o pesquisador está desenvolvendo uma embalagem especial para o abacaxi com a qual pretende aproveitar os eventos da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 para enraizar o produto nos mercados interno e externo. Nahoum conta que já iniciou com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) as tratativas para construir a identificação geográfica do “abacaxi do Rio de Janeiro”.






Fonte: Valor Online

Publicada: 26/05/2011

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