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ABANORTE participa do Workshop dos setores de frutas, alimentos e produção orgânica no Brasil

Especialistas de diferentes campos de atuação vieram à Fiemg nesta terça-feira (24/05) para dar palestras no “Workshop dos Setores de Frutas, Alimentos e Produção Orgânica no Brasil”. Resultado de uma parceria do Centro Internacional de Negócios (CIN) com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o evento tem o objetivo de capacitar pequenas e médias empresas a adequar seus produtos às exigências do mercado internacional, principalmente o europeu. “Temos que levar em consideração o aumento do consumo de frutas devido à busca por uma vida mais saudável. Entre 2001 e 2009 houve um aumento de 132,6% no consumo deste produto nos países europeus”, analisou o superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) Maurício Tibúrcio.

Diretor do Departamento do Grupo de Investigação de Tecnologia de Alimentos da Universidade de Córdoba, e catedrático de tecnologia de alimentos, German Cano Muñoz explicou que o comércio de frutas frescas na Europa é feito, em grande parte, pelo pequeno comércio, como mercearias de bairro. O restante é vendido nos supermercados. Os clientes são muito exigentes quanto à qualidade do produto, disse Muñoz, que deve ser embalado em caixas que não agridam o meio ambiente, recicláveis, retornáveis ou reutilizáveis, característica muito valorizada pelos europeus. “As etiquetas sobre o produto devem ser claras e objetivas, mas não devem conter informações inúteis. Hoje, na Espanha, 22% das frutas frescas são compradas por hotéis e restaurantes”, disse Muñoz.

O consumidor europeu prefere comprar frutas as mais frescas possíveis, minimamente processadas, contou Muñoz. Frescas, mas dentro dos cada vez mais rigorosos padrões exigidos pelo mercado de lá. Para atendê-lo, exportadores têm que usar logística e embalagens especiais para que o produto chegue ao ponto de venda com a qualidade original pouco alterada. Diferentemente do que se fazia há cerca de 15 anos, quando a fruta era envolvida em várias embalagens para protegê-la. “Isso resultava em um enorme invólucro, o que consequentemente aumentava o seu custo. Hoje se usa o mínimo de embalagens, apesar de tecnologicamente mais avançadas. E também para reduzir o custo do “punto verde”, que é a taxa que se paga para arcar com o custo de eliminação da embalagem”, compara Muñoz.

Muñoz também enumerou os vários tipos de embalagem que estão sendo usados para preservar as frutas durante a viagem. Explicou a que usa o sistema de “atmosfera modificada”, na qual os gases dentro da caixa são reequilibrados para prolongar a vida comercial do produto. Explicou que em cada país, a composição usada é diferente. Muñoz também arriscou previsões de como as frutas viajarão no futuro. “A embalagem deve ser adequada ao consumidor a que é dirigida: famílias pequenas de classe média urbana. No futuro, que já bate à porta, as caixas que transportam os produtos devem ser equipadas com microchips que, combinados a aparelhos de rádio frequência, avisarão de algum problema ocorrido durante o trajeto”, previu.

A primeira parte da palestra “Situação da legislação brasileira no setor alimentício. Estudo do setor na União Europeia e sistema de informações sobre exigências técnicas” foi para explicar como o Inmetro pode ajudar o produtor brasileiro a entrar no mercado internacional. O pesquisador especialista da Divisão de Superação de Barreiras Técnicas da instituição, Leonardo Pace Alves, deu a palestra em que explicou que as exigências técnicas são justas, e que foram criadas para garantir a segurança do consumidor, proteger o meio ambiente e prevenir práticas enganosas. “As barreiras técnicas é que muitas vezes são usadas como uma forma não tarifária de proteger mercados”, disse Alves, indicando o site do Inmetro para os interessados em ter mais informações sobre as exigências do mercado europeu. “Temos um estudo que orienta pequenas e médias empresas que desejam exportar para os principais países da Europa”.

A ABANORTE esteve presente representada por sua Gerente Executiva, Ivanete Pereira, que destacou a importância dos empresários rurais estarem atentos para as exigências globais na exportação, além de reivindicarem o reconhecimento da Produção Integrada de Frutas (PIF) no âmbito internacional como certificação.

 

 

Fonte: FIEMG/ABANORTE
Publicada: 26/05/2011

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