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Autoridades da Pesquisa querem apoiar ABANORTE

O diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), Dr. Drumond, sugeriu que a ABANORTE apresente o Projeto APL ao Governo do Estado, especificamente para a Secretaria de Ciências e Tecnologia

O Presidente da ABANORTE, Sr. Dirceu Colares, esteve reunido no último dia 23/08 com autoridades de diversas instituições de pesquisa para apresentar os trabalhos desenvolvidos na fruticultura regional.

Colares relatou que a origem da ABANORTE, que completará 15 anos no próximo ano, foi a necessidade dos produtores trocarem experiências e absorverem novas tecnologias, tornando-se Central de Associações e Cooperativas, com o objetivo de promover a fruticultura irrigada através do fortalecimento do associativismo e a articulação dos interesses públicos e privados, cujo território de ação é a bacia do sub-médio do Rio São Francisco (de Pirapora até divisa de Minas com Bahia).

A primeira dificuldade encontrada foi a falta de tecnologia gerada no semi-árido mineiro para a bananicultura.

No início da nossa gestão na Presidência da Abanorte, o primeiro passo foi o estreitamento das relações com a Unimontes, SEBRAE, FAEMG e Secretaria da Agricultura de Minas Gerais (EPAMIG, IMA e EMATER). A aproximação de outras regiões produtoras no Brasil e na América Central, também foi prioridade.

As frutas produzidas são abacaxi, acerola, açaí, as anonáceas (pinha e atemóia), banana, cajá, caju, carambola, citrus, coco, figo, goiaba, lichia, limão, mamão, manga, maracujá, melancia, melão, mexerica, rambotã, tâmara, tangerina, umbu e uva. O desenvolvimento das frutas nativas também é promissor. Numa área de 20.263 hectares, gerando 20.000 empregos diretos e mais 40.000 indiretos, envolvendo 40 municípios, com produção de 400 mil toneladas de frutas anuais gerando uma receita de 165 milhões, a fruticultura no Norte de Minas é reconhecida por produzir frutas de excelente qualidade.

Devido a nossa posição geográfica, nosso mercado alvo é o Brasil Central (Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília).

As culturas mais desenvolvidas hoje são a banana prata, o limão tahiti e a uva. Estas frutas já estão em processo de implantação da produção integrada de frutas, em parceria com a EMBRAPA/CNPq e Governo do Estado através da EPAMIG, IMA e EMATER.

A necessidade de produzir de forma sustentável promoveu uma maior aproximação dos fruticultores organizados da pesquisa, para assim oferecer produtos para o consumidor moderno, um produto ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável.

Atualmente, a ABANORTE apresentou um projeto do Arranjo Produtivo Local da Fruticultura do Norte de Minas, ao Governo Federal, com ações previstas como o Fortalecimento do cooperativismo e do associativismo regional; Pesquisa e desenvolvimento para a competitividade e sustentabilidade da fruticultura no Norte de Minas: Desenvolvimento de novos mercados para a fruticultura norte mineira; Apoio à Pesquisa e a Inovação em APL’s: Geração e transferência de tecnologia para a fruticultura; Criação da Rede de Centros Tecnológicos e Apoio ao APL Fruticultura Norte de Minas; e Artesanato de fibra da bananeira.

Foi com resultado destas parcerias que hoje temos cadeira na Câmara Setorial da Fruticultura Estadual e Federal, nos tornamos zona livre da sigatoka negra e membro do Conselho Consultivo do Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF.

As autoridades confirmaram o trabalho desenvolvido pela ABANORTE no vídeo sobre oito frutas brasileiras produzidas com tecnologia de ponta, que está sendo exibido por todas as feiras de fruticultura do Brasil e do mundo, onde a banana prata anã produzida no Norte de Minas Gerais é um dos destaques.

O diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), Dr. Drumond, sugeriu que a ABANORTE apresente o Projeto APL ao Governo do Estado, especificamente para a Secretaria de Ciências e Tecnologia. Destacou que o APL é um potencial para receber um tratamento diferenciado em relação à indução de pesquisas para melhoramento da fruticultura. Ressaltou que as instituições de pesquisa presentes precisam resolver o problema da conservação da banana, e colocou a FAPEMIG à disposição da ABANORTE.

A Pro - Reitora de Pesquisa da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Professora Sílvia Nietsche, solicitou que as demandas dos fruticultores sejam encaminhadas à Universidade e que é imprescindível o feed-back dos produtores para que as pesquisas sejam adequadas e direcionadas às necessidades da região.
 

Fonte: ABANORTE

Edição: 30/08/2007

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