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Casos de greening em São Paulo caem pela metade

Mas os produtores não devem descuidar dos pomares pois o clima quente e úmido é favorável para o proliferamento da doença.

Emílio e José Eduardo caminham pela área onde vários pés de laranja foram arrancados por causa do amarelão. O que já motivo de tristeza agora serve de exemplo para o controle da doença. "Essa área é um exemplo típico de área de arranquio de infestação do greening. Essa é a ação que tem que acontecer para que a agente possa ter um controle melhor da doença." conta Emílio Favero.

A ação estrema na lavoura garantiu um dado positivo para citricultura do país. Dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo, mostram queda nos casos do amarelão em todo estado. O principal motivo é o manejo.

A agronoma Margarida Delgado lembra que o amarelão, ou greening é transmitido por uma bacteria presente num inseto. A maneira mais fácil de identificar é pela coloração das folhas. "Geralmente aparece um ramo amarelado. As folhas têm aspecto mosqueado. Os frutos ficam em tamanhos irregulares, deformados", detalhou.

Uma vez detectado são necessárias as seguintes ações:"A gente orienta o produtor a fazer a inspeção o máximo de vezes possível na propriedade, encontrando plantas doentes, eliminá-las rapidamente, também fazer pulverizações para fazer o controle do mosquito transmissor do greening, para novos plantios utilizar de mudas sadias e registradas na Coordenadoria da Defesa Agropecuária e por último a eliminação das plantas hospedeiras, a murta," explica Margarida.

Se conhecesse essas informações, Antonio de Oliveira não teria uma dívida que se arrasta há dois anos. Ele teve que erradicar 100% dos laranjais na fazenda em Aguaí no interior de São Paulo. "Vendi a fazenda lá, parte dessa aquí e ainda não consegui pagar toda dívida, porque nós fizemos financiamento para plantio, custeio e a gente perdeu tudo", conta Antônio.

Hoje ele ainda luta com a doença nesta outra propriedade em Engenheiro Coelho, mas aprendeu a importância do controle da praga. "A gente tá cortando e fazendo o manejo corretamente, para evitar novas perdas." explica Oliveira.

Apesar da queda é preciso cuidado porque o clima porde mudar o comportamento do inseto. Para o diretor da Secretaria de Agricultura de Engenheiro Coelho, Marco Antônio Forner, essa redução no clima se deve principalmente ao clima favorável do ano passado. Mas que o produtor não deve descuidar dos pomares. "

José Eduado Favero que comemora uma infestação de menos de 1% pelo amarelão diz ainda que é fundamental agir em parceria com os produtores vizinhos. "A gente está demarcando certos dias. Todo mundo faz em conjunto pra gente diminuir essa pressão do psilídeo", esclareceu Eduardo Fávero.

 

Fonte: Caminhos da Roça
Publicada: 07/02/2011

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