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Cenários para a agricultura brasileira podem ser melhores

No 3º dia do Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola (Conbea 2007), que encerrou-se nesta quinta-feira (2/08), em Bonito/MS, o engenheiro agrônomo e consultor André Pessoa apontou algumas consoantes que interferem no ambiente de negócios da agricultura brasileira. Câmbio, logística, política agrícola, tecnologia e bioenergia. “Esses cenários podem ser desenhados a longo prazo e em dois períodos, de 2007 a 2012 e de 2013 a 2016, o que possibilita ter uma visão o mais global possível da agricultura nacional”, esclarece Pessoa.

Quanto ao mercado financeiro, o consultor explica que apesar da redução, gradativa, da taxa Selic e o mercado demonstrar a permanência dessa queda, a “taxa de câmbio vai continuar sendo um constrangimento para o setor, com a desvalorização média de 3% ao ano, abaixo da inflação. Não será no câmbio que vamos conseguir mais competitividade na exportação, infelizmente. Ainda é preciso reformas tributária e fiscal”, exige.

Já na questão logística, Pessoa é categórico ao explicar que “o Brasil possui uma matriz de transporte invertida do ponto de vista da eficiência. Carga de valor agregado precisa ser transportada em distâncias curtas; as de baixo valor, em longas, por ferrovias ou hidrovias. No Brasil essa proporção é inversa”.

“O orçamento previsto para investimento, de acordo com o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), é de 58 bilhões de reais para os próximos anos. O que me preocupa é que 34 bilhões sairão do orçamento geral da União e outros 17, do BNDES. Esses recursos sofrem contingenciamento. A participação mais intensa do capital privado daria mais certeza aos investimentos”, continua o consultor. Para ele, o fator logístico é de extrema importância, porque a curto prazo pode impactar no agronegócio.

Política agrícola – seguro agrícola, comercialização e dívidas, “são itens que o país está na direção correta, mas na velocidade errada. A longo prazo, o mercado de futuros e derivativos é um caminho e a presença da intervenção estatal na comercialização agrícola tende a diminuir, entretanto a incerteza dos programas de endividamento é um agravante para o produtor. Ele precisa saber quais as regras e as medidas as quais estará submetido”.

 

Fonte: Embrapa Agropecuária Oeste - (67) 3425-5122 ou www.cpao.embrapa.br

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