Chat técnico sobre produção e irrigação na cultura do abacaxizeiro
CONSIDERAÇÕES GERAIS
O Todafruta se preocupa na forma com se dá a difusão de informações técnicas no Brasil, principalmente na área de fruticultura, onde conhecemos bem, relata o prof. Carlos Ruggiero, essa é a razão básica de estarmos procurando de todas as formas melhorar essa difusão, e uma das ferramentas inegavelmente para conseguirmos esse objetivo são os chats que se inserem nesse contexto. Destaca ainda que vale a pena os internautas consultarem os nossos chats já realizados, que estão on line. Por essa razão que temos o prazer de estarmos inserindo esse importante CHAT TÉCNICO SOBRE PRODUÇÃO E IRRIGAÇÃO NA CULTURA DO ABACAXIZEIRO.
UM BREVE CURRICULUM DOS DEBATEDORES
Aloísio Costa Sampaio: Eng. Agrônomo formado na FCVAJ-UNESP (1987), professor do Departamento de Ciências Biológicas na FC-UNESP/Bauru e do Curso de Pós-graduação em Horticultura na FCA-UNESP/Botucatu. Coordena o grupo de pesquisa "Biologia aplicada a agricultura", cadastrado no CNPq, que desenvolve trabalhos de pesquisa e extensão, principalmente com as culturas do abacaxizeiro, maracujazeiro e goiabeira. (aloisio@fc.unesp.br)
Caio Hortal Pereira Barretto: Eng. Agrônomo formado na FCAV-UNESP Jaboticabal (2002) sócio-proprietário da empresa Ellu Agronegócio Ltda que atua principalmente no Entreposto Terminal de São Paulo - Ceagesp nas áreas de comercialização, monitoramento de qualidade, acompanhamento, e distribuição de diversas frutas. (E-mail: caio@ellu.com.br).
Leôncio da Costa Vilar: Engenheiro Agrônomo, formado na Escola de Agronomia do Nordeste em Areia - Paraíba (1966), curso de Fruticultura a nível de pós-graduado na Universidade Rural de Pernambuco (1974). Ingressei no serviço de extensão rural, antiga ANCAR - PB, hoje EMATER - PB, em 1967. Trabalhei sempre na área produtora de abacaxi da Paraíba. Hoje exerço como Extensionista Rural a função de Assessor da Cultura do Abacaxi no Estado da Paraíba. Em novembro de 2007, durante a realização do VI Simpósio Internacional do Abacaxi, fui homenageado pela Sociedade Internacional de Ciências Hortícolas em reconhecimento ao trabalho que exerço para o desenvolvimento da abacaxicultura nacional e paraibana. (E-mails: comosus@terra.com.br / comosus@bol.com.br)
Domingo Haroldo Reinhardt: Eng. Agrônomo formado na UFBA (1976), chefe de pesquisa e desenvolvimento e pesquisador da Embrapa Mandioca e fruticultura Tropical desde janeiro de 1977, dedicado a estudos em manejo fitotécnico de fruteiras tropicais, com ênfase em abacaxi; mestre em fitotecnia pela UFC e PhD em fisiologia vegetal pela Universidade da Califórnia, Davis; grande experiência nacional e internacional em fruticultura tropical, coordenador do grupo de abacaxi na Sociedade Internacional de Ciências Hortícolas, organizador do VI Simpósio Internacional de Abacaxi realizado em João Pessoa, PB, em novembro de 2007, foi editor da Revista Brasileira de Fruticultura de 1996 a 1998, tem mais de 150 publicações técnico-científicas em periódicos nacionais e internacionais indexados, é articulador internacional da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical desde 1994 (email: dharoldo@cnpmf.embrapa.br).
Otavio Almeida: Eng. Civil formado na Escola Politécnica da UFBA (1976), Mestre em Engenharia Civil com ênfase em Irrigação e Drenagem pela UFPB, Campus II, Campina Grande em 1986; Doutor em Engenharia Agronômica, em Produção Vegetal, Unidade de Solos, com ênfase para irrigação e salinidade pela Universidade Politécnica de Valencia, Espanha, em 2000. Empregado da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical desde 1977, atuando como Assistente Executivo (Construção Civil) até 1985, Pesquisador A até 2006 e Analista A até o momento. Vários artigos em periódicos nacional e internacional, capítulos de livro, livro, etc. Líder da Equipe Técnica de Abacaxi quando do lançamento do Inperial em 2002. Membro da SBF e da ABID. (e-mail: otavio@cnpmf.embrapa.br)
Getúlio Cunha: Eng. Agrônomo, formado pela ex-Escola de Agronomia da UFBA - atual UFRB, em 1969, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, desde junho de 1970. Vasta experiência nacional e internacional em abacaxicultura, Mestrado na Universidade da Flórida/EEUU (1977), Doutorado na Universidade Federal do Ceará-USA (2001), primeiro Editor da Revista Brasileira de Fruticultura (1978-79). Ex-Professor do Curso de Mestrado da Escola de Agronomia da UFBA e Orientador da primeira dissertação de mestrado da referida Escola, Sócio Fundador da Sociedade Brasileira de Fruticultura (1970). (E-mail: getulio@cnpmf.embrapa.br)
José Aires Ventura: Doutor em Fitopatologia (UFV, 1993), pesquisador da área de Fitopatologia do Incaper, desde janeiro de 1976. Foi Diretor Técnico no período de 1995 a 2000, e atualmente é chefe da Área de Pesquisa do Incaper. Tem ampla experiência nacional e internacional com o manejo de doenças de fruteiras tropicais, com destaque para o abacaxi, banana e mamão. É orientador de estudantes de graduação, especialização, mestrado e doutorado. Tem mais de duas centenas de publicações e comunicações técnicas e científicas relacionadas às doenças de plantas. Em 2006 recebeu o Prêmio Frederico de Menezes Veiga, da Embrapa. (E-mail: ventura@incaper.es.gov.br).
Coordenador Técnico: Prof. Carlos Ruggiero, professor titular de fruticultura da UNESP/JABOTICABAL, desde 1968, Editor Chefe da Revista Brasileira de Fruticultura, desde 1998 (ruggiero@fcav.unesp.br)
Coordenadora dos Trabalhos: Marina Fontão Verhaeg, aluna do 5° Semestre do curso de Ciências Biológicas (marinatf@fcav.unesp.br)
Informamos que muitas perguntas foram respondidas previamente pelos debatedores, a quem o TodaFruta agradece a valiosa colaboração prestada.
Marina TodaFruta
Boa tarde!
Aloisio
Boa tarde a todos.
Caio Hortal Pereira Barretto
Boa tarde!
Ruggiero
Prezados amigos, iremos iniciar em breve esse importante chat sobre a cultura do abacaxizeiro, uma boa tarde a todos.
Marina TodaFruta
Aproveito para pedir a todos que evitem utilizar a ferramenta "mensagem privada", pois as perguntas e respostas são do interesse de todos. Obrigada.
Aloisio
Prezado Mestre Ruggiero, agradeço o convite e aproveito para cumprimentar o amigo Leôncio que tive o prazer de conhecer pessoalmente em Guaraçaí (SP).
Leôncio da Costa Vilar
Boa tarde a todos, especialmente ao Dr. Aloísio Sampaio, uma grande pilastra da abacaxicultura nacional.
Ruggiero
Domingo Haroldo, é um prazer contar com a sua presença nesse bate-papo
Domingo Haroldo
Desculpem o atraso. O trânsito estava bastante congestionado. Muita chuva. Não teve jeito. Estamos às ordens
Ruggiero
Informamos que o chat sobre carambola, já está on line (Veja mais), bem como o chat sobre como fazer uma boa irrigação (Veja mais)
INFORMAÇÕES SOBRE VARIEDADES UTILIZADAS
Aloísio
Prezados Leôncio e Caio, qual a impressão de vocês do cultivar Gold ou MD2 junto ao mercado de São Paulo ou do Nordeste, ou seja, em relação ao mercado interno.
Caio Hortal Pereira Barretto
Boa tarde sr. Aloísio, em São Paulo já trabalhamos com o MD2 e não tivemos muito sucesso. Fizemos diversas degustações mas a elevada acidez da fruta atrapalhou a aceitação.
Estudante agronomia
Leôncio da Costa Vilar: tenho acompanhado a distância o seu belo trabalho na Paraíba, comente como anda o MD2.
Leôncio da Costa Vilar
Ao estudante: a fazenda que plantava o MD2 aqui na PB deixou de plantar. Era uma propriedade mista de abacaxi e coco. Como ela construiu uma indústria de coco na própria fazenda, resolveu retirar o abacaxi e plantar os 500 ha da área do abacaxi só com coco, ao lado dos 1.500 ha de coco já em produção.
Leôncio da Costa Vilar
Na PB até o ano passado existiu uma fazenda produzindo 150ha anuais do MD2. Os frutos foram bem aceitos no Estado do PR e de SC. As vendas foram efetuadas pela Bolsa do Comércio de Pernambuco. Aqui na PB não teve aceitação igual a aceitação do pérola.
Fulvio
Já tem algum estudo sobre a necessidade hídrica destas novas cultivares (MD2 e Imperial)? Acreditam que pode diferenciar das outras?
Sávio Marinho
Também gostaria de ter as mesmas informações sobre a cultivar Imperial.
Leôncio da Costa Vilar
Sávio Marinho: aqui na PB o Imperial também não foi bem aceito. Existe um produtor no vizinho Estado do RN que está aumentando o seu plantio e exportando para França, que paga o dobro do preço da mesma unidade do abacaxi pérola.
Caio Hortal Pereira Barretto
O MD2, em SP, só conseguiu preços bons quando houve falta depois abacaxi Havaí.
Estudante agronomia
Em aulas de fruticultura, fiquei sabendo do lançamento do cv. Vitória, no Espírito Santo. Como tem sido o seu comportamento?
Marina TodaFruta
Pesquisa regional com abacaxi.
Resp. Dr. Aloisio: Estamos conduzindo um trabalho de competição de cinco cultivares de abacaxi (Smooth Cayenne, Gold ou MD-2, Jupi, Gomo de Mel e Imperial), cujas mudas propagadas por cultura de tecido pela empresa Bionova de Ribeirão Preto foram para estufa em Outubro de 2006 e transplantadas para canteiros recobertos com filme plástico preto (“mulching”) no dia 30 de janeiro de 2007. As parcelas já foram avaliadas em relação ao diâmetro do talo com paquímetro digital, peso e comprimento de folhas ‘D’, bem como análise foliar dos diferentes cultivares. Na 2a quinzena de maio todos os tratamentos serão induzidos com Ethrel, a fim de se avaliar a qualidade física e química dos frutos nos meses de novembro e dezembro. Durante os meses de fevereiro e março de 2009 serão avaliadas a produção de mudas das diferentes cultivares. Outro projeto recém implantado (parceria com o Dr. Ademar Spironello do IAC) irá avaliar o desenvolvimento do cultivar IAC Fantástico, Rondon Vermelho, Hawaí, Gomo de Mel, Pérola, Hawai e Milênio.
Marina TodaFruta
Como está ocorrendo a ampliação de área com o MD2?
Resp. Dr. José Aires: As áreas com MD-2 estão sendo ampliadas por produtores cuja produção é destinada ao mercado internacional. Os frutos de excelente qualidade têm polpa amarela aceita pelos mercados de consumo in natura, principalmente na Europa. O Incaper também estará em 2008 iniciando um programa de fomento para a distribuição de 200 mil mudas desta cultivar para os agricultores capixabas. Salienta-se, no entanto, que o MD-2 exige um maior aporte de tecnologias para produção, sendo suscetível não só à fusariose, mas também à podridão de Phytophthora, exigindo assim cuidados de manejo do solo e da irrigação na produção e o uso de fungicidas.
Aloísio
Caio, com a sua experiência do mercado, qual a sua opinião sobre a implantação do programa garantia de sabor com monitoramento do brix, em termos de valorização do abacaxi hawai?
Caio
O programa é interessante, pois visa a identificarão de frutas doces (saborosas). No caso doHavai, que é atualmente uma fruta muito mal trabalhada no mercado de São Paulo, acho que teremos grandes resultados
Marina TodaFruta
Qual o comportamento das variedades utilizadas no Brasil com relação a Fusariose?
Resp. Dr. José Aires: As cultivares tradicionalmente plantadas no Brasil (cv. Smooth Cayenne e Pérola), são suscetíveis à fusariose que causa em média de 15-20% de perdas em mudas e até 40% na produção de frutos. Outras cultivares como a ’Gold’ (MD-2) e o ’Gomo de Mel’ também são muito suscetíveis à doença. As cvs Vitória e Imperial são resistentes à doença.
Caio
Outro problema sério é a podridão peduncular por falta de utilização de fungicidas adequados, que seriam aplicados no pedúnculo.
CULTURA POR REGIÕES
Raimundo
Leôncio, Saudações. Sou do TO. Quais as perspectivas para a safra da PB? Que influência tem tido a Cana sobre o abacaxi?
Leôncio da Costa Vilar
Raimundo: até agora as previsões do IBGE aqui na PB apontam um ligeiro acréscimo na área de abacaxi, apesar dos grandes produtores terem diminuído a sua área em função da cana-de-açúcar. Essa perda está sendo compensada pelos produtores da agricultura familiar.
Raimundo
Obrigado Dr. Leôncio.
Marina TodaFruta
Como a associação de produtores tem atuado para consolidar o pólo da cultura na região?
Resp. Dr. Aloisio: A BauruFrutas até o momento está concentrada na produção de maracujá amarelo, mas um dos objetivos é estimular a diversificação com outras frutíferas (goiaba de mesa, mamão formosa, pêssego Aurora I e uva niagara), sendo o abacaxi uma delas. No momento estamos com módulos irrigados dessas frutíferas no Centro Rural de Tibiriçá, para realização de dias de campo juntamente com Cursos teóricos focados em cada uma das culturas, para transferência de tecnologia. Os grandes produtores de abacaxi da região pela tradição no mercado, já possuem os seus clientes nas cidades de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Campinas, Porto Alegre, etc, de modo que ainda não mostraram interesse em se associar a BauruFrutas.
Sávio Marinho
Aloísio que proporção da área da região de Bauru cultivada com abacaxi é irrigada?
Marina TodaFruta
Em uma retrospectiva, como anda a cultura do Abacaxi na região de Bauru, dando dados da evolução da área cultivada e variedades.
Resp. Dr. Aloísio: O plantio de abacaxi da região de Bauru (SP) teve início em 1963 com mudas da cv. Smooth Cayenne trazidas de Registro (SP) pelo pioneiro da cultura na região, Sr. Armando Yoshiura, cujos dois filhos agrônomos continuam na atividade até hoje. A produção regional encontra-se estabilizada nos últimos 10 anos com plantios anuais em torno de 400 hectares, sendo este total cultivado por 07 a 08 produtores, sendo 04 grandes produtores. Acredito que um dos aspectos que dificultaram o crescimento de plantio deve-se exatamente na falta de transferência de tecnologia para novos produtores, ou seja, os grandes produtores atingiram com volume de produção que dificulta uma ampliação maior, em função das dificuldades operacionais de colheita e comercialização. Todos os plantios são realizados com a cv. Smooth Cayenne ou Hawaí, com uma densidade de plantio ao redor de 20.000 plantas por hectare. Felizmente a incidência da Fusariose e cochonilha de raiz estão bem controladas, em função das operações de “cura” da muda com posterior seleção e controle das cochonilhas por imersão das mudas em solução inseticida ou nas reboleiras com produto sistêmico. Alguns produtores fizerem testes pessoais com a cv. Pérola, mas os frutos não atingiram pesos que justificassem o seu plantio comercial. Em relação à questão de sabor dos frutos, diretamente relacionados ao ponto de colheita, acredito que os produtores aos poucos estão se sensibilizando da necessidade de se colher frutos com a base verde clara nos meses de verão ou pintado de amarelo nos meses de primavera e outono. A produção nos meses de inverno deve ser evitada por apresentar normalmente teores de sólidos solúveis (oBrix) inferiores a 12 graus.
Aloísio
Sávio, dos 7 produtores de abacaxi da região, 4 possuem sistema de irrigação por aspersão, mas somente fazem uso durante o período de seca, para minimizar o período de estiagem, ou seja, durante os meses de julho e agosto.
Ruggiero
Caio Hortal Pereira Barretto: como tem sido a qualidade das frutas de TOCANTIS?
Caio Hortal Pereira Barretto
São melhores frutas desta época. Formato cilíndrico, polpa translúcida, malha aberta, concentração de sólidos solúveis elevada (em torno de 14brix), acidez mediana. Esta fruta é mais valorizada e ocupa nichos mais exigentes de mercado. Hoje, uma fruta classe 3, está sendo vendida no atacado entre 2,30 e 2,50/unidade. A fruta paraense R$1,50/unidade.
INDUÇÃO DO FLORESCIMENTO
Marina TodaFruta
Na região de Bauru, alguns produtores não induzem o florescimento, mas utilizando uma boa tecnologia, para que a indução ocorra de maneira natural, e a mais homogênea possível? Poderia complementar essa informação.
Resp. Dr. Aloisio: Para se obter elevadas taxas de diferenciação floral natural e de maneira uniforme, algumas práticas culturais são indispensáveis, tais como: seleção das mudas por tipo e tamanho, ou seja, formação de talhões com mudas tipo rebentão e filhotes com dois ou até três tamanhos diferentes; Iniciar o plantio nos meses de março e abril com as mudas menores, a fim de que os rebentos por apresentarem maior sensibilidade a presença de dias curtos e baixas temperaturas (junho e julho) não se diferenciem precocemente. Além das mudas e época de plantio, as variáveis que podem interferir no crescimento vegetativo das plantas são determinantes para se obter elevadas porcentagens de diferenciação floral ou possibilidade de induções artificiais em abril ou maio (12 ou 13 meses pós-plantio). São elas: número de adubações de cobertura pós-plantio via solo, número de adubações foliares, controle de plantas daninhas, uso de irrigação. É importante destacar que plantas com baixo crescimento vegetativo tentem a ultrapassar os períodos de dias curtos sem a indução do florescimento. Na região de Bauru, os grandes produtores de abacaxi realizam um bom planejamento de induções florais artificiais e diferenciação natural, com o objetivo de realizar o escalonamento da produção durante os meses de setembro a fevereiro. O uso de ethephon (Ethrel) para o amadurecimento forçado dos frutos no campo deve ser totalmente evitado, por comprometer toda a cadeia de produção do abacaxi.
Estudante Agronomia
Leôncio da Costa Vilar: quais as razões para não utilizarmos o etileno na indução do florescimento? Falta de equipamentos para aplicar o gás?
Ruggiero
Estudante de agronomia, é um procedimento que precisa ser estimulado no Brasil, pois funciona bem em outros paises, como a Costa Rica, por exemplo
Leôncio da Costa Vilar
Estudante: aqui na PB o indutor floral mais usado é o carbureto de cálcio (precursor do acetileno) porque é barato e de fácil manejo. Os produtores gostam dos indutores de mais fácil aplicação e mais baratos.
Marina TodaFruta
PERGUNTA DE INTERNAUTA: Reginaldo: Qual o peso de planta mais usado para indução floral ideal para a cultivar Pérola no Semi-árido? Quais distribuições de tamanho de fruta têm obtido?
Ruggiero
Realmente para a obtenção de lavouras uniformes, é fundamental a seleção de mudas por tipo, e dentro de cada tipo do mesmo peso, para que tenhamos um florescimento uniforme, o que facilita o controle fitossanitário, bem como melhorando os procedimentos utilizados na colheita. Vale destacar o pequeno uso no Brasil das mudas tipos coroa, pois essas acompanham o fruto na comercialização. A coroa é um tipo de muda bastante utilizada em outros países.
QUESTÕES RELACIONADAS A PROPAGAÇÃO
Marina TodaFruta
PERGUNTA DE INTERNAUTA: Gilberto Barella: Como o pequeno produtor pode fazer as suas mudas próprias tirando de seu próprio pomar as mesmas sem levar consigo doenças sérias que as vezes disseminam o mesmo?
Marina TodaFruta
PERGUNTA DE INTERNAUTA: César Antônio da Silva: Qual é o espaçamento indicado para o abacaxizeiro Smooth Cayenne? Qual o melhor tipo de muda? Onde ou como posso adquiri-las? Quanto tempo esta variedade leva para produzir?
Marina TodaFruta
Na Paraíba, qual a percentagem de produtores que utilizam mudas convencionais, e mudas ’in vitro’?
Resp. Dr. Leôncio: 100% utilizam mudas convencionais. Somente agora a EMATER/PB vai abrir um pregão eletrônico com recursos do MDA (R$80.000), e do BNB (R$10.000) para aquisição de mudas da variedade Vitória resistentes a fusariose, a serem distribuídas pela Associação de Produtores Rurais conforme as regras do MDA para a difusão no Estado.
Marina TodaFruta
Quais os cuidados tomados na utilização dessas mudas para evitarem a disseminação de pragas e doenças?
Carlos Alberto Salgueiro da Cunha Rosa
Depois que encontramos uma área atacada por fusariose, é possível que se continue o plantio nesse local, mesmo fazendo seleção e tratamento de mudas?
Resp. Dr. Leôncio: Não utilizar mudas de campos que houve a incidência da fusariose. Fazer a seleção, eliminando as plantas doentes, nos campos em que a percentagem de fusariose for pequena.
Ruggiero
Carlos Alberto, relato a experiência da CICA, que cultivava abacaxi no município de Santa Adélia SP, e fazendo uma seleção rigorosa de plantas sadias, possibilitou o cultivo por vários anos na mesma área, mesmo com a presença da fusariose.
Estudante agronomia
Leôncio da Costa Vilar: contando com a sua experiência, o que o prezado pesquisador pensa da multiplicação por divisão do talo na propagação do abacaxizeiro?
Leôncio da Costa Vilar
Estudante: a propagação por divisão do talo tem a vantagem da eliminação de plantas doentes. O inconveniente é que da produção da muda até a colheita o tempo aumenta muito.
Aloísio
Gilberto, a Embrapa de Cruz das Almas possui um boletim técnico sobre produção de mudas por seccionamento do talo, que representa uma ótima opção de produção de mudas sadias para o pequeno produtor.
Pequeno produtor
Aloísio: Onde comprar mudas, por cultura de tecidos? Poderia me ajudar?
Aloísio
Entre em contato com a empresa Bionova de Ribeirão Preto. Eles possuem um link no site TodaFruta.
Marina TodaFruta
Qual a sua opinião sobre mudas ’in vitro’?
Resp. Dr. Haroldo: Mudas in vitro tem sanidade superior às mudas de abacaxi produzidas em viveiros ou mudas convencionais. No entanto, apresentam duas desvantagens importantes, quais sejam, custo muito mais elevado (no Brasil, cerca de 10 a 20 vezes mais alto que o de mudas convencionais) e desenvolvimento e vigor inferiores das plantas durante o primeiro ciclo em comparação com os demais tipos de mudas. Por isso, a multiplicação in vitro está sendo usada principalmente para a multiplicação rápida de novas variedades lançadas pela pesquisa, sendo cada muda produzida in vitro considerada como uma planta matriz que deverá ser multiplicada por outros métodos, posteriormente.
Marina TodaFruta
Você foi um dos grandes defensores da multiplicação do talo na formação de mudas. Poderia dar mais detalhes sobre o sistema de produção de mudas?
Resp. Dr. Haroldo: Este tipo de propagação do abacaxi consiste na produção de mudas (plântulas) pelo desenvolvimento de gemas existentes nas axilas das folhas, inseridas no talo (caule) das plantas. Estas gemas brotam e crescem quando o talo é cortado em pedaços, contendo pelo menos uma gema, e estes pedaços de talo são adequadamente cultivados em viveiros. O seccionamento do talo permite o exame visual das suas partes internas e, portanto, o descarte de todo material afetado pela fusariose e outras podridões.Esta técnica pode ser uma atividade bastante rentável, permitir a oferta de mudas de qualidade e sanidade excelentes ao longo de todo o ano, e auxiliar no estabelecimento de um sistema de viveiristas credenciados e fiscalizados, base para a produção e disponibilidade de material de plantio de primeira qualidade. Este processo de produção de mudas sadias contempla as seguintes etapas:
I. Seleção de plantas básicas: É necessário realizar uma seleção de plantas básicas com vistas a garantir a sua identidade genética, estado fitossanitário e vigor, observando-se rigorosamente as características da cultivar.
II. Obtenção e preparo dos talos: Os talos são preparados logo após a colheita dos frutos das plantas básicas anteriormente selecionadas. As plantas são arrancadas, cortando-se em seguida, com um facão bem amolado, a parte basal do talo coberto, ainda, com algumas raízes, o pedúnculo e as folhas. As bainhas das folhas permanecem para proteger as gemas axilares.
III. Seccionamento dos talos: A etapa mais importante do processo de produção de mudas sadias é a divisão dos talos em pedaços, realizada com uma guilhotina ou facão em diversos pedaços longitudinais e/ou transversais. Nessa operação, toda e qualquer secção do caule que apresentar sintomas externos e/ou internos de doenças, especialmente de fusariose, deve ser rigorosamente descartada. Caso tenha cortado algum talo contaminado, deve-se proceder a desinfecção da ferramenta numa solução de detergente (2,5%) ou álcool (70%). As secções devem ser imersas em uma solução fungicida/inseticida por 3 a 5 minutos logo após o corte dos talos.
IV. Preparo do canteiro: O plantio das secções é realizado até o dia seguinte ao do tratamento, em canteiros previamente preparados com a largura de 1,00 a 1,20 m e comprimento e altura variáveis. As secções podem ser plantadas nas posições horizontal, vertical ou inclinada, utilizando os espaçamentos de 0,10 a 0,15 cm entre secções, sempre com a parte das gemas voltadas para o sol nascente.
V. Práticas Culturais: As práticas culturais como limpeza, irrigação, adubação e tratamentos fitossanitários devem ser realizadas de acordo com as recomendações da pesquisa para que as plântulas tenham um rápido desenvolvimento, vigor e sanidade. Durante a condução do viveiro efetuar inspeções periódicas, eliminando-se as plântulas com sintomas de fusariose e de “murcha” associada à cochonilha.
VI. Colheita: Após as mudas atingirem o tamanho adequado (25 a 45 cm) elas serão arrancadas juntamente com o resto da secção do caule que lhe deu origem, que em seguida será destacado.
Marina TodaFruta
Nesse sistema, qual seria a dimensão de um viveiro para um produtor plantar 1 há de abacaxi?
Resp. Dr. Haroldo: Considerando-se o espaçamento de 0,10 x 0,10 m, canteiros de 25 m de comprimento x 1,00 m de largura x 0,10 m de altura e caminhos de 0,50 m de largura entre os canteiros, podemos plantar cerca de 550.000 pedaços em uma área de 01 hectare. Estimando-se rendimento de 80% a 85%, podemos obter cerca de 460.000 mudas sadias no período de 6 a 10 meses após o plantio dos pedaços de talo nos canteiros. Isto é quantidade suficiente para o plantio de cerca de 10 a 12 hectares, dependendo da densidade de plantio adotada pelo produtor. Portanto para obter mudas em quantidade suficiente para cultivar 01 hectare de abacaxi seria necessária uma área de viveiro de cerca de 1000 metros quadrados (10% de 01 hectare). Quanto ao custo não dispomos de dados atualizados. Como em orçamento elaborado em 2004 o custo por muda produzida estava calculado em cerca de R$ 0,035 a 0,040 ou R$ 30 a 40 reais o milheiro, podemos estimar o custo atual em cerca de R$ 60 a R$ 70 por milheiro, portanto muito próximo do custo da muda convencional.
Ruggiero
Como tem sido o comportamento da cultura do abacaxizediro, na região de Bauru, principalmente quanto a evolução em área cultivada?
Aloísio
César, na região de Bauru, planta-se o abacaxi em linhas duplas no espaçamento 1,0 x 0,5 x 0,30m, e como não temos viveiristas de mudas de abacaxi, você terá que entrar em contato com produtores nos meses de março a junho (São Paulo), que consiste nos meses com maior disponibilidade de filhotes e rebentões. Estes tipos de muda irão interferir na época de colheita em função do ciclo e em termos de sanidade, sendo a filhote menos suscetível a cochonilha de raiz e fusariose.
Marina TodaFruta
PERGUNTA DE INTERNAUTA: Reginaldo: Qual experiência têm tido com o uso de citoquininas para a produção de mudas e tamanho de frutas?
Marina TodaFruta
PERGUNTA DE INTERNAUTA: Reginaldo: Alguma experiência com reguladores de crescimento para produção de mudas tipo suckers em pérola?
PERGUNTAS RELACIONADAS A COMERCIALIZAÇÃO
Estudante agronomia
Caio Hortal Pereira Barretto: como tem sido a comercialização de abacaxi pela ELLU?
Caio Hortal Pereira Barretto
Sobre a comercialização, pode ser mais específico?
Pequeno produtor
Caio Hortal Pereira Barretto: poderia dar mais informações de como a ELLU trabalha para com os produtores?
Caio Hortal Pereira Barretto
Primeiro pedimos amostras da fruta...
Caio Hortal Pereira Barretto
Indicamos alguns clientes. Cotações são enviadas ao produtor. A carga em São Paulo é avaliada, tiramos fotos, fazemos relatórios e enviamos ao produtor. Na verdade somos os olhos do produtor na praça de comercialização
Pequeno produtor
Caio Hortal Pereira Barretto: agradeço suas respostas, mas em termos financeiros como, a ELLU trabalha? Por percentagem, preço fixo ou outro?
Caio Hortal Pereira Barretto
Representação comercial, de 3 a 5% dependendo do volume.
Caio Hortal Pereira Barretto
Alguns produtores preferem vender sua fruta. Nesse caso acompanhamos a chegada e a venda do produto. Outros nos contratam apenas quando ocorre um problema mais sério e neste caso elabora-se um Laudo Técnico.
Marina TodaFruta
Quais as etapas seguidas desde a colheita até a comercialização?
Resp. Dr. Leôncio: Mais da metade dos campos são comercializados pelos atravessadores. Quando as vendas são feitas via Bolsa do Comércio de Pernambuco os produtores via Banco do Brasil emitem o boleto bancário de pagamento para 30 dias e ficará aguardando a chegada do abacaxi no mercado final para saber se houve perdas, por amassamento ou se a carga não confere com o pedido feito: classe I, classe II ou classe III. Nesse caso a Bolsa nomeará um árbitro para discutir com o comprador e emitir o laudo final.
Ruggiero
Aloísio: comente um pouco das atividades da Associação de Produtores, que você é um dos responsáveis, com relação a cultura do abacaxi.
Aloísio
Mestre Ruggiero, estamos estimulando no momento a diversificação das frutíferas cultivadas pelos associados e o abacaxi é uma delas.
PERGUNTAS RELACIONADAS A IRRIGAÇÃO
Estudante agronomia
Luiz Carlos Pavani: como tem evoluído a irrigação na cultura do abacaxi?
Otavio
Estudante de agronomia: A necessidade dos produtores de manter o mercado durante todo ano, além de garantir a produção, assim como produzir na entressafra, está proporcionando o aumento das áreas irrigadas.
Marina TodaFruta
Quais os resultados obtidos com a irrigação do abacaxi em termos de produtividade e épocas de colheita?
Resp. Dr. Otávio: Como a maioria dos trabalhos realizados com abacaxi irrigados são na região semi-árida onde não há condições de produzir sem irrigação, as produtividades são comparadas com a variação de lâminas de água e os percentuais de frutos considerados grandes, médios e pequenos. Nestes casos, são muitos e consistentes os resultados obtidos. Ultimamente, estamos com um trabalho em Itaberaba-BA, cuja maior produção é de sequeiro, embora esteja no semi-árido, e como resultado preliminar temos a indução com 8 meses de plantio e a produção deslocada para fevereiro/maio quando na região não tem fruto. Ademais, a qualidade não difere da tradicional.
Marina TodaFruta
Dentre os sistemas, qual o mais aconselhado?
Resp. Dr. Otávio: Considerando que as mudas de abacaxi não têm raízes, necessitando de um excelente controle de umidade do solo para que ocorra a eclosão das gemas radiculares, temos um pouco de restrição à irrigação por gotejamento nos dois primeiros meses de plantio. A partir dai não vemos inconvenientes.Todavia, pela arquitetura da planta e posição das suas folhas que possibilitam o acúmulo de água na sua base, sugerimos que seja utilizado os sistemas que apliquem água sobre a planta. Neste caso, devemos tomar cuidado para que, caso seja um sistema de alta vazão (canhão, pivô ou mesmo a aspersão convencional) que se tenha cuidado no dimensionamento a fim de que sejam evitadas gotas muito grande que podem proporcionar, ao chocar-se com o solo, a elevação de partículas sólidas até a roseta foliar, provocando muitas vezes a morte das plantas.
Marina TodaFruta
PERGUNTA DE INTERNAUTA: Reginaldo: Têm algum conhecimento entre relação brix e ácido ascórbico, controle de avance da translucidez de acordo à diferentes lâminas de irrigação?
Aloísio
Até o momento não foram feitos monitoramentos em termos de uniformidade, sendo que procura-se evitar apenas a irrigação em horários com muito vento, ou seja, dá-se preferência para irrigações noturnas ou logo pela manhã.
Marina TodaFruta
Qual a percentagem de áreas onde a fertirrigação tem sido utilizada?
Resp. Dr. Otávio: Infelizmente não temos nem quantificada a área com irrigação, muito menos a de fertirrigação.
Sávio Marinho
Aloísio, mas o gotejamento feito nas filas duplas não é mais interessante que a aspersão?
Aloísio
Sávio, como o abacaxi é plantado principalmente em áreas arrendadas e emprega-se a irrigação somente no período de seca, ou seja, nos meses de julho e agosto, os produtores tem dado preferência para aspersão com auto-propelido.
Sávio Marinho
Aloísio a irrigação então é interessante, porém não é imprescindível?
Aloísio
Sávio, a irrigação na região de Bauru é importante para escalonamento da produção com uso de induções artificiais e obtenção de Frutos com peso médio superior a 1,8kg.
Sávio Marinho
Obrigado Aloísio.
Internauta
Aloísio, vocês têm feito avaliações da uniformidade desses sistemas de irrigação autopropelidos?
PERGUNTAS GERAIS
Marina TodaFruta
Avanços necessários para fortalecimento da abacaxicultura nacional?
Resp. Dr. Aloisio:
- Lançamento no mercado de equipamento para instalação mecânica de filme plástico preto no campo. Apesar do custo deste insumo, ele iria reduzir o uso de mão de obra nas capinas manuais, eliminaria o uso de herbicida pré-emergente, reduziria o ciclo cultural em função da conservação de umidade no solo;
- Publicação das Normas PIF-Abacaxi pelo MAPA;
- Curso para preparação de Auditores PIF-Abacaxi;
- Uso de selos nos frutos para rastreabilidade e garantia de sabor;
- Comunicação entre os pólos de produção visando planejamento de induções florais;
- Campanhas de Marketing visando aumento de consumo por associações e cooperativas;
- Instalação do SPPA (Sistema de Proteção ao Produtor de Abacaxi) para redução da inadimplência, ou seja, seria uma lista negra de atacadistas mal pagadores, etc.
Jean
Quais as estratégias para enfrentar a fusariose?
Leôncio da Costa Vilar
Reginaldo: aqui no Estado da PB, nenhuma.
Pequeno produtor
Leôncio da Costa Vilar: Na Paraíba, tem sido utilizado a proteção dos frutos com jornal, para evitar queimaduras?
Leôncio da Costa Vilar
Não. Aqui no Estado da PB é raro o problema de queimaduras nos frutos. No Estado do Pará onde eu sempre tenho ido, lá eles fazem com jornal, o que é uma prática prejudicial, uma vez que as tintas do jornal ficarão impregnadas na casca do fruto.
Internauta
Leôncio, o que sugere no lugar do jornal?
Leôncio da Costa Vilar
Papel sem tinta. Não sei se os custos aumentarão. Outra prática é proteger os frutos amarrando com as próprias folhas do abacaxi. A EMBRAPA Mandioca e Fruticultura domina muito bem esta prática.
Estudante agronomia
Domingo Haroldo Reinhardt: poderemos aumentar a densidade de plantio, aumentando o numero de linhas entre os carreadores, qual a densidade máxima possível?
Marina TodaFruta
PERGUNTA DE INTERNAUTA: Reginaldo: Têm provado densidades de pérola maiores do que 70.000 plantas/há?
Domingo Haroldo Reinhardt
Para a cv. Pérola as densidades de plantio não devem ficar acima de 40 a 45 mil plantas por ha, pois o mercado exige frutos de tamanho acima de 1,5 kg.
Estudante agronomia
Quais os resultados obtidos com mulching plástico, na cultura do abacaxi?
Domingo Haroldo Reinhardt
Há poucos dados sobre o uso de mulch plástico no Brasil. Os estudos feitos há muitos anos mostraram que o mulch controla bem as plantas daninhas, conserva melhor a umidade do solo e equilibra mais a temperatura do solo, o que se reflete positivamente no crescimento e desenvolvimento do abacaxizeiro. O problema são os custos, mas estes precisam de uma nova avaliação.
Marina TodaFruta
PERGUNTA DE INTERNAUTA: Reginaldo: Alguma prática nova no manejo de Fusarium? Proteção física das flores? Controles químicos (doses, produtos e intervalos de ciclos), etc?
Leôncio da Costa Vilar
Carlos Alberto: aqui na PB exista a fusariose em todas as áreas produtoras. O problema é quantificar qual a percentagem de mudas afetadas e selecionar aquelas sadias. O tratamento de mudas não tem dado resultados o que tem que se fazer é o tratamento das flores do abacaxi, uma vez que o fungo estando presente na região, mesmo com as mudas tratadas, eles penetram pelas flores.
Pequeno produtor
Qual o tamanho da área inicial para começar um projeto com a cultura?
Ruggiero
Pequeno produtor: tivemos oportunidade de orientar um estudante de agronomia, em seu trabalho de graduação, sobre um projeto de abacaxi , onde ele iria trabalhar com uma área inicial de 5 ha, e depois de algum tempo iria ampliar para 20 ha.
Marina TodaFruta
PERGUNTA DE INTERNAUTA: Reginaldo: Tem provado ceras de carnaúbas post colheita? Qual concentração?
Aloísio:
Haroldo, como sido o manejo de plantas daninhas nas área da PIF, já que não é prmitido o uso de herbicidas pré-emergentes?
Domingo Haroldo
Aloísio: boa tarde, respondendo de uma maneira geral, informo que o PIF-Abacaxi em Tocantins está indo muito bem. Há uma boa participação de produtores e um efetivo empenho da Secretaria de Agricultura daquele Estado. De lá deverão sair os primeiros produtores de abacaxi com certificação do PIF no Brasil. Há pelo menos 220 há em cultivo de acordo com o PIF , no momento
ENCERRAMENTO
Estudante agronomia
Agradeço a oportunidade de participar desse chat.
Pequeno produtor
Obrigado pelas informações prestadas.
Marina TodaFruta
Aproveito a oportunidade para informar que o chat técnico sobre o tema Carambola Mata? já esta disponível no www.todafruta.com.br.
Marina TodaFruta
Participem também do próximo chat, sobre Frutas da Amazônia, que será realizado no dia 26 de Maio de 2008, às 16 horas.
Domingo Haroldo Reinhardt
Amigos, continuamos às ordens na Embrapa em Cruz das Almas, Bahia. Qualquer dúvida podem nos contatar pelo e-mail dharoldo@cnpmf.embrapa.br ou sac@cnpmf.embrapa.br.
Marina TodaFruta
Agradeço a participação de todos.
Marina TodaFruta
Qualquer dúvida, meu e-mail é: marina@todafruta.com.br
Carlos Alberto Salgueiro da Cunha Rosa
Obrigado. Até mais.
Ruggiero
Obrigado pela rica participação, realmente precisamos estimular esse e outros mecanismos de difusão de informações técnicas, pois existe um grande volume gerado que não chega até o produtor, uma boa tarde a todos.
Marina TodaFruta
Tenham todos uma boa noite e até a próxima.
Caio Hortal Pereira Barretto
Obrigado! Boa tarde a vocês!
Aloísio
Abraços a todos e boa semana.
Sávio Marinho
Obrigado. Boa tarde a todos.
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Data Edição: 26/05/08
Fonte: TodaFruta
Publicada: 26/05/08
