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Competitividade do suco de abacaxi no mercado nacional e internacional

A nível internacional, registramos em 2006, que a produção brasileira de Abacaxi foi a quarta maior produção do mundo, e tem se expandido mais com o passar dos anos. Contudo, o Brasil não tem ocupado a mesma colocação quando se observa o seu posicionamento no Comércio Internacional em função de fatores estruturais, entre eles, o alto custo de mão-de-obra e em função de fatores conjunturais, como as variações cambiais e barreiras tarifárias.

Por outro lado, no mercado Nacional, observamos uma crescente preocupação da população em busca de reeducação alimentar, adotando produtos saudáveis em sua rotina e entre eles os sucos de frutas. Acredita-se que essa reeducação foi incentivada pela alavancagem do poder aquisitivo das classes sociais médias e baixas. Ressaltamos ainda, a importância da classe médica em orientar o indivíduo para o consumo de produtos saudáveis.

MERCADO INTERNACIONAL

De forma geral, o setor industrial de sucos está em franca expansão e crescimento gradativo e vêm se caracterizando por uma preocupação dos consumidores com a saúde, dentro e fora do país. Considerando o mercado externo, países importadores – geralmente de climas sub-tropicais - têm a curiosidade despertada para frutas funcionais, como é o caso da Acerola (conhecida como fonte natural de Vitamina C), e para frutas exóticas, como a Manga, Maracujá, Abacaxi, Goiaba, Banana, Mamão, entre outras.

O abacaxizeiro é cultivado nos continentes Americano, Asiático e Africano. O Brasil, Costa Rica, Índia, Tailândia, Filipinas e China destacam-se como principais países produtores da fruta. O Brasil, em 2006, foi o quarto maior produtor mundial de Abacaxi, apresentando uma produção de 3.312.580 toneladas. Paraíba, Minas Gerais e Pará são os principais estados produtores do país e juntos representam 50% da produção nacional (AGRIANUAL, 2007).

Basicamente, no Brasil, cultivam-se as variedades Pérola, que por ser mais doce é a preferida pelo mercado “in natura”. A variedade Smooth Cayenne ou Havaiana, que produz um fruto maior, mais ácido e resistente a pragas ou transporte é normalmente destinada à exportação e às indústrias de compotas e de sucos.

Apesar de manter uma área de cultivo muito maior que os outros países produtores, o Brasil ainda não detém completamente as técnicas que lhe permitam a alta produtividade obtida nos abacaxizais asiáticos, e assim agregando-se a desvantagem no que se refere a preços. Países como Tailândia e Filipinas são capazes de praticar preços menores que os exportadores Brasileiros (cerca de 3 vezes mais baixos, no caso do Concentrado).

Uma outra justificativa para essa vantagem Sul-Asiática é o fato de se beneficiarem da mão-de-obra mais barata, diminuindo o custo de produção e conseqüentemente o custo final do produto, além do alto volume de produção da matériaprima, tornando a oferta maior do que a procura.

Entre os atributos que podem ser positivos na luta por uma fatia mais significativa do mercado externo está o sabor e o quesito qualidade. Análises físico-químicas realizadas em alguns países, registraram níveis de Nitrato acima de 15mg/l, o que é o máximo permitido pela AIJN1, enquanto no Brasil nossos produtos alcançam em torno de 4mg/l (região Sudeste). Estudos dizem que altos níveis de Nitrato em contato com o organismo humano podem estimular o desenvolvimento de substâncias cancerígenas.

Apesar desse panorâmico, apontando sérios riscos à saúde, os importadores têm considerado muito mais o fator preço para adquirir grandes volumes. Em paralelo, os importadores têm comprado pequenas quantidades de outras fontes, como o Brasil e Costa Rica.

Incluindo também outros sabores de sucos, existem ainda fatores que dificultam a participação efetiva do Brasil no mercado internacional como:

- barreiras tarifárias (tarifas de importação, outras taxas e valoração aduaneira);

- barreiras não-tarifárias (ex: quotas tarifárias, restrições quantitativas);

- barreiras técnicas (ex: normas e regulamentos técnicos, sanitários e fitos sanitários);

- o protecionismo praticado por muitos países contra os sucos brasileiros;2

- a ausência de uma agressiva campanha de marketing para divulgação da "marca" dos nossos produtos (trabalho iniciado pela APEX);

- as dificuldades para identificar novos nichos de mercado e de atendimento com o lançamento de novos produtos e diversificação da oferta;

- os baixos investimentos públicos e privados para eliminação dos problemas fitos sanitários;

- e a melhoria no sistema de transporte (ex: retardo nos portos, incluindo falta de containeres) para entrega rápida e em tempo hábil aos clientes, em qualquer parte do mundo.

No Brasil, indústrias localizadas na maioria dos Estados da região Nordeste são amparadas por fatores tributários, o que colabora para uma certa diminuição do preço de venda, mas ainda assim não conseguem ser competitivos o bastante.

O sabor brasileiro tem muito apelo no exterior, e a razão principal do modesto desempenho brasileiro na exportação do suco de Abacaxi são as séries de barreiras que acabam fazendo com que seja mais conveniente para as indústrias venderem apenas internamente em vez de buscar compradores no exterior.

MERCADO NACIONAL

Com a escassez do tempo e a correria do dia-a-dia, o simples fato de pegar uma fruta, descascar, bater no liquidificador, coar e adoçar se tornou um ato demorado. Isto é motivo suficiente para nos levar a optar por refrigerantes ao invés das caras caixas de sucos prontos, tidas como supérfluos há bem pouco tempo atrás.

Atualmente, o setor de sucos está bastante aquecido no Brasil. Esta ascensão se deve especialmente ao aumento do poder aquisitivo das camadas mais baixas da população somado ao interesse e valorização do bem-estar, e a saúde. Essa tendência leva os sucos a ocupar cada vez mais espaço na vida da população.

A população brasileira, hoje em dia, está se preocupando mais com seus hábitos alimentares, do que no passado. Um caso típico é das crianças, onde o suco é bem prático para ser levado junto com o lanche para a escola. Antigamente, era comum ver nas lancheiras garrafinhas com sucos caseiros, atualmente os pais e até mesmo as escolas de Ensino Fundamental começaram a proibir a venda de refrigerantes, incentivando e criando nas crianças o hábito de consumir alimentos saudáveis.

Dados da Nielsen (empresa empenhada em pesquisas de mercado) revelam que, o volume no mercado de sucos prontos para beber, em 2009, foi de 4,4% maior em relação ao ano anterior. O que mostra o crescimento constante no consumo desse produto.

O ranking das 10 categorias que mais cresceram em volume é muito amplo e traz desde itens que compõem a cesta básica até os sucos de frutas pronto para consumo que cresceu 13,7% em 2009.

Todos esses estudos e resultados evidenciam que o mercado interno está encorpado de diversos fornecedores de polpa de frutas, mas que, até o momento, existe espaço para todos.

 

 

 


Fonte: Fruteza Sucos Naturais Ltda
Publicada: 23/08/2011

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