EUA se rendem à banana de Minas
Missão comercial enviada aos Estados Unidos tenta afastar os obstáculos existentes naquele país para a exportação de banana prata e mamão. Se der certo, será a redenção da agricultura Irrigada do Norte de Minas, que aposta na exportação para conseguir recursos para melhorar a tecnologia de produção. É consenso hoje que o avanço na agricultura irrigada passa pela automação. Em breve o produtor vai comandar sua irrigação de casa, a quilômetros de distância, através de um computador ou pela smartphone.
O mercado norte-americano é fechado para a banana norte-mineira, ao contrário do europeu. Somente o mamão produzido no Espírito Santo é vendido para os EUA. O Norte de Minas vende limão, manga, mamão e banana para a Europa. A manga, principal produto exportado, vai para Alemanha, Espanha e Portugal. Nos EUA, as redes Walmart e Who’s Fruit se interessaram em conhecer melhor a banana orgânica e o mamão norte-mineiro, fruta que já compram dos capixabas.
Nos Estados Unidos, prevalece a banana caturra, como em alguns mercados brasileiros. Porém, o cenário está mudando. Os consumidores estão preferindo comprar a banana prata. Além de mais saborosa ela é, por exemplo, a única que não empretece após três dias de descascada e tem mais tempo de prateleira. Por isso, vem sendo exportada, via Cumbica, numa bandeja de salada com outras frutas, para a Inglaterra. Descascada em Campinas antes do embarque aéreo, a banana dura o tempo suficiente de chegar e ser vendida nos supermercados ingleses.
Hoje, o Norte de Minas tem uma área plantada de 900 hectares de mamão, 11.616 hectares de bananas, 2.640 hectares de limão e 3 mil hectares de manga. Para não falar de coco, cuja água está sendo preparada também para ser exportada.
O sabor da banana prata levou a fruta a ser mais consumida no mercado brasileiro. Ela encontrou no Norte de Minas Clima propício para se desenvolver com a metade da aplicação de defensivos agrícolas.
No ramo de frutas, o Brasil é hoje o 3° produtor mundial, depois da China e da Índia. O processamento de frutas na forma de sucos e doces ganhou impulso com a concessão de Linha Especial de Crédito, goiaba, maçã, manga, maracujá, pêssego, banana, e mamão são exemplos de frutas incluídas nesse programa. Das 42 milhões de toneladas produzidas em 2008, 65% foram consumidas internamente e 35% exportadas, principalmente na forma de sucos de laranja. Depois da laranja, a banana, a uva, o melão e a melancia também merecem destaques.
Fonte: Jornal Hoje em Dia
Publicada: 27/10/10
