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Incaper promove treinamento para prevenir doenças e pragas no mamoeiro

Com o objetivo de evitar pragas e doenças nas lavouras de mamão localizadas na região Nordeste do Espírito Santo, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), realiza hoje (09), em parceria com a Associação Brasileira dos Exportadores de Papaya (Brapex), um treinamento sobre o manejo fitossanitário do mamoeiro.

O evento será realizado a partir das 08 horas, na Fazenda Experimental do Incaper em Linhares. O treinamento vai mostrar aos 30 produtores rurais presentes as técnicas de como evitar pragas a exemplo da cochonilha, da lagarta e do ácaro, além das doenças provocadas por fungos ou de origem virótica, como a meleira e o mosaico, também conhecido como mancha anelar. O nome é dado devido às manchas circulares que a doença provoca no fruto; outro sintoma são as folhas amareladas, com a aparência de um mosaico.

De acordo com o extensionista do Incaper, Antônio Carlos Benassi, tanto a meleira quanto o mosaico são doenças muito comuns nas lavouras de mamão. “O controle fitossanitário é muito importante para a qualidade da produção e manutenção de uma boa produtividade. Ele deve ser feito durante todo o ano para evitar as doenças mais comuns, como o mosaico e a meleira. A única forma de se livrar do vírus é o corte da planta”, afirma.

Doenças
O mosaico do mamoeiro é uma das mais importantes doenças do mamoeiro, de ocorrência generalizada nas regiões produtoras. É causado por um vírus pertencente ao grupo dos potyvírus, transmitido por várias espécies de pulgões, mas não pelas sementes.

A meleira do mamoeiro é uma doença de origem virótica, constituindo-se em um dos principais problemas fitossinitários da cultura no Estado, uma vez que não existem medidas curativas para as plantas doentes e também não são conhecidas, até o momento, cultivares resistentes a essa doença.

Exportação
O Brasil já chegou a exportar volume correspondente a 35 mil toneladas de mamão papaya em um ano. Somente o Espírito Santo respondeu por aproximadamente 75% desse total. No entanto, devido ao aumento da incidência de doenças sobre a cultura, o custo da produção tornou-se mais elevado, prejudicando sua comercialização.

A realidade agora é outra e os mercados de destino do mamão, como países da Europa e os Estados Unidos, estão buscando alternativas de fornecimento fora do Brasil, devido ao alto custo dos produtos, o que está levando o País a perder competitividade.

 

Fonte: Governo do Espírito Santo
Publicada: 09/02/2011

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