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Manejo racional do greening é indispensável, diz especialista do fundo de defesa da citricultura

Para Renato Bassanezi, do Fundecitrus, produtor não pode descuidar; região noroeste do Estado tem só 0,03% de pomares infectados, contra quase 2% no Estado de São Paulo.

A região noroeste do Paraná pode ser considerada, ainda, uma área privilegiada em relação ao greening, doença que ataca os pomares de laranja e não tem tratamento. Enquanto no vizinho Estado de São Paulo o nível de infestação está próximo de 2%, com tendência a continuar evoluindo rapidamente, no noroeste paranaense há apenas 0,03% de pomares infectados.

“O padrão do noroeste do Paraná é de encher os olhos”, afirmou o especialista do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), Renato Bassanezi, um dos palestrantes do Encontro de Produtores de Citrus realizado no dia (19) pela Cocamar em Paranavaí.

MEDIDAS

De acordo com Bassanezi, o manejo racional do greening “é indispensável” para manter a enfermidade em níveis baixos na região. Ele elogiou a ação coordenada pela Cocamar nos pomares de seus associados e disse que duas medidas não podem deixar de ser feitas: a eliminação de árvores doentes e o controle do vetor – o inseto psilideo, disseminador da bactéria causadora do mal.

Se os produtores continuarem tomando todos os cuidados, garante Bassanezi, haverá um retardamento da disseminação do greening e, por outro lado, os pomares continuarão produzindo normalmente e de forma sustentável, inclusive com aumento de produtividade.

No Estado de São Paulo, afirmou o especialista, não há organização quanto ao enfrentamento da doença. “Se tivéssemos cooperativas como a Cocamar por lá, as coisas poderiam ser diferentes”, completou.

PREMIADOS

Durante o Encontro, foram conhecidos os vencedores do Concurso de Produtividade 2010/11. Com 1,412 caixas colhidas em média no pomar de 19 hectares, o campeão geral foi Izaías Schelive, ligado à Unidade de Nova Esperança. Ele integra a categoria de 15,1 a 40 hectares, que teve como segunda colocada Cecília Barros de Melo Falavigna, de Maringá, com 1.065 caixas; em terceiro, Álvaro Damião, de Floraí, com 967.

Na categoria até 15 hectares, Geraldo Aparecido Genovês, de Floraí, ficou em primeiro, com 1.153 caixas de média, seguido de Augusta Frasson Ortiz, de Paranavaí, com 1.086 caixas, e Tatsugi Sugawara, também de Paranavaí, com 1.045.

Na categoria acima de 40,1 hectares, o vencedor foi Takeo Ninomiya, com 1.049 caixas. Em segundo, Celso Carlos dos Santos Júnior, de Nova Esperança, com 996; e, em terceiro, Edilson Fernandes Lopes, de Paranavaí, com 823.

O engenheiro agrônomo Julio Antonio da Costa Daniel foi homenageado como o técnico com melhor produtividade.

 

 

 

Fonte: Cocamar
Publicada: 23/05/2011

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