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Monsanto é a empresa do ano segundo a Forbes

A companhia está avaliada na bolsa de valores em US$ 44 bilhões e vendeu, no ano fiscal 2009, US$ 7,3 bilhões de sementes, frente aos US$ 4 bilhões comercializados pela concorrente imediata, a DuPont.

A Monsanto foi eleita a empresa do ano pela respeitada revista americana de negócios e finanças Forbes, por ter criado um negócio de bilhões de dólares ao desenvolver sementes geneticamente modificadas que se tornaram preferência entre os agricultores. A companhia está avaliada na bolsa de valores em US$ 44 bilhões e vendeu, no ano fiscal 2009, US$ 7,3 bilhões de sementes, frente aos US$ 4 bilhões comercializados pela concorrente imediata, a DuPont.

O investimento contínuo em pesquisas, seu promissor pipeline e a diversificação de cultivos são, segundo a Forbes, algumas das razões que tornam a Monsanto a principal de seu segmento. Mesmo em um ano de recessão econômica, a revista lembra que a companhia lucrou cerca de US$ 2,1 bilhões e faturou US$ 11,7 bilhões, o que representa um aumento médio anual de 18% em sua receita durante os últimos cinco anos.

A reportagem também destaca que a empresa conseguiu mudar a imagem de vilã da agricultura, ao reverter os problemas iniciais de aceitação e viabilizar a produção e comercialização de produtos geneticamente modificados em diversos países. Em entrevista à Forbes, o CEO da Monsanto, Hugh Grant, que tem o rosto estampado na capa da publicação, afirmou que a próxima geração de sementes geneticamente modificadas irá além de tolerância ao glifosato e resistência a pragas, com características como adaptação à seca. “A demanda por alimento é maior do que nunca. Não há novas terras para plantio.” O compromisso da Monsanto de produzir mais sem aumentar o número de hectares cultivados foi lembrado na reportagem. “Não faz sentido um planeta faminto rejeitar ferramentas para aumentar a produtividade dos agricultores”, diz o texto. “Muitos países europeus, mesmo ainda proibindo o cultivo de plantas GM, permitem a importação de alimentos delas derivados”, continua.

A Forbes alerta, ainda, para os desafios da Monsanto em 2010, como “rivais” lançando produtos mais competitivos, agricultores reclamando de preços maiores, e as vendas do herbicida Roundup declinando e enfrentando a concorrência dos genéricos.

Ano de reconhecimentos

Em dezembro, Hugh Grant foi selecionado pela revista Harvard Business Review (HBR) como um dos 10 CEOs do mundo com melhor desempenho em 2009. No ano passado, a revista Business Week também elegeu a Monsanto como uma das melhores companhias do mundo, tendo ficado em 9º lugar no ranking. No Brasil, a Monsanto foi considerada por 10 vezes consecutivas (2000 a 2009) uma das melhores empresas do Brasil para se trabalhar, segundo guias divulgados pelas revistas Exame/Você S.A e Época. A companhia ainda foi considerada a terceira empresa mais admirada do agronegócio pela revista Carta Capital e pelo jornal DCI, neste caso na categoria Química. 

Fonte: www.forbes.com

Publicada em: 06/01/2010

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