Mosca negra preocupa produtores
A colheita da uva em Marialva começou esta semana com boas expectativas, porém, com atenção redobrada para uma "nova" praga: a mosca negra do citrus. O risco desse inseto às videiras da Capital Nacional da Uva Fina foi discutido no 24º Encontro de Viticultores de Marialva, na quinta-feira passada.
O receio é que a mosca hospedeira de espécies cítricas, que já teve casos registrados no Paraná este ano, dissemine-se e chegue aos parreirais. Sem a devida cautela, a praga poderia comprometer uma produção estimada de 50 mil toneladas de uvas finas - nesta e na safra temporã, no meio do ano - nos 1.500 hectares ocupados pela cultura no município.
A agrônoma da Secretaria de Estado da Agricultura (Seab), Sônia Vicentini, palestrou esta semana a produtores de Marialva, dando o alerta.
"Como foi constatado casos em Mandaguaçu, em maio, preferimos alertar os viticultores", destacou. Segundo Sônia, os produtores precisam estar bem informados para saber como agir se a praga aparecer.
Invasores
Além da mosca negra do citrus e das pragas da videira, os marialvenses têm de lidar com invasores sazonais. Entre eles estão os morcegos, que atacam os parreirais na safra temporã.
Como é crime ambiental matar os mamíferos voadores, não resta outra opção aos viticultores a não ser vedar os parreirais e vigiar. Ao contrário da mosca negra, "nesse caso, não tem muito o que fazer", admite Sônia.
Fonte: O Diário de Maringá
Publicada: 14/11/2011
