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Nova Etapa da Produção Integrada de Banana no Norte de Minas

O consumidor é hoje cada vez mais exigente ao buscar em produto de melhor qualidade e menor preço. Não se concebe mais a idéia de uma produção economicamente viável sem que seja ecologicamente correta e socialmente justa.

O Norte de Minas Gerais tornou-se conhecido como uma das mais importantes regiões produtoras de banana ‘Prata Anã’ do Brasil, contando com cerca de 8.000 ha dessa variedade.

A região passou por momentos de euforia na atividade com a incorporação constante de novas áreas, novos produtores até atingir a maturidade, onde a euforia dá lugar ao profissionalismo e a busca da sustentabilidade na atividade.
Neste cenário insere-se a produção integrada de frutas (PIF), cujo objetivo é adequar o sistema de produção de banana às normas técnicas da PIF, buscando a garantia de mercado (interno ou externo), mediante a prática de um sistema de cultivo economicamente rentável, ambientalmente sustentável e socialmente justo.

A ABANORTE propôs o início do sistema em 2004 no Norte de Minas Gerais, com coordenação da Embrapa Mandioca e Fruticultura e da EPAMIG, sendo implantado em seis propriedades, localizadas nos municípios de Nova Porteirinha, Montes Claros, Jaíba, Matias Cardoso e Pedras de Maria da Cruz, nas quais foram trabalhadas parcelas de áreas variáveis, que serviram de modelo para expansão ao restante dessas propriedades e a outros produtores. É importante ficar claro que todos os produtores interessados em implantar o sistema poderão fazê-lo e contar com o apoio da equipe técnica que vem conduzindo o trabalho no Norte de Minas Gerais. A limitação inicial do número de propriedades participantes foi uma estratégia de trabalho adotada para evitar o excesso de compromissos que pudessem afetar o andamento das atividades.

Atualmente, o sistema de produção integrada de banana saltou de 43,25 ha para 1.348 ha em 2007 e em 2008 já são 1.543 ha totalizando 22 propriedades.

Para consolidar a nova etapa das ações do PIF em 2008, a ABANORTE firmou convênio com a Epamig – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, para a cessão de um agrônomo especialista neste sistema de produção, que realizará visitas às fazendas e será o coordenador das atividades do PIF.

Esta parceria permitirá que os produtores se aproximem estreitamente da pesquisa, apresentando suas demandas e acessando as tecnologias desenvolvidas por pesquisadores altamente especializados.

O novo coordenador regional do PIF-Banana no Norte de Minas, Antônio Cláudio Costa, é agrônomo, especializado em entomologia e possui larga experiência em auditorias na cultura da maçã, nas cidades de Fraiburgo e São Joaquim no Estado de Santa Catarina, região considerada a mais desenvolvida na área de produção integrada de frutas no Brasil.

O sistema de Produção Integrada de Frutas (PIF) é uma inovação tecnológica e organizacional na fruticultura brasileira e iniciou no Brasil com a cadeia produtiva da maçã. A partir de um intenso esforço de parceria entre instituições públicas e privadas resultou no desenvolvimento de um sistema que possibilita a produção de frutas com base tecnológica moderna e ambientalmente sustentável, com registro de atividades sujeitas a auditorias delegadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Esta instituição pública credencia organismos de avaliação da conformidade (certificadoras) referente a uma norma técnica que é um documento oficial do governo brasileiro. Os marcos legais da PIF asseguram a rastreabilidade dos produtos e o controle externo executado por uma instituição sem vínculos com o produtor (terceira parte).

A implantação do sistema de PIF, no Brasil, tem apresentado resultados de destaque como: i) 40% da área total de produção de maçã em PIF; ii) aumento de emprego e renda na ordem de 3,0% (PIF Maçã); iii) diminuição dos custos de produção na maçã (40,0% em fertilizantes e 25,0% em inseticidas); iv) indicadores de redução do uso de agrotóxicos em outras espécies, em até 53% inseticidas, 78% fungicidas e 80% herbicidas; v) redução em pulverizações vi) diminuição de resíduos químicos nas frutas; e vii) melhoria do meio ambiente, da qualidade do produto consumido, da saúde do trabalhador rural e do consumidor final.

Fonte: Abanorte

Publicada em: 29/02/2008

 

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