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Países latinos buscam tecnologias brasileiras na produção de cítros


Mais uma vez representantes brasileiros foram consultados por outros países que buscam aprimorar técnicas de cultivo de mudas cítricas e melhorar sua produção. Representantes da Citrograf, um dos maiores viveiros de mudas cítricas no Brasil, vêm representando o País em eventos sobre aprimoramento de técnicas de cultivo de mudas cítricas e melhoria da produção que acontecem pelo mundo.

O Primeiro Congresso Latinoamericano de Citricultura, que reuniu na Colômbia, nos dias 1 e 2 de dezembro, cerca de 300 participantes vindos de diversos países, contou com a participação brasileira do presidente da Citrograf, César Graf, que falou sobre a produção e proteção em viveiros de citros.

O congresso foi criado para buscar tecnologias com os países mais desenvolvidos na citricultura, como Brasil e EUA, principalmente em relação ao melhoramento genético de novas variedades para mercado interno e exportação de frutas frescas, além de discutir nutrição de plantas e controle de pragas e doenças, com foco principal em controle e prevenção do greening e na implantação de viveiros protegidos.

Graf explica que, na Colômbia, ainda não existem relatos de ocorrência do greening, mas, mesmo assim, há uma preocupação local, já que já foi detectada a presença da doença em países vizinhos. “Além disso, o vetor do greening, o psilideo Diaphorina citri, é de grande ocorrência na área produtora de citros de todo o pais”, diz.

A área de produção de citros na Colômbia é de aproximadamente 63 mil hectares, e os principais problemas tecnológicos enfrentados pelos citricultores colombianos são a sanidade e a baixa qualidade do material genético disponível, a dispersão da citricultura por todo o território do país e a colheita concentrada em um período muito curto, devido a poucas variedades de copa e porta-enxerto. Graf acrescenta que a citricultura colombiana é praticamente toda de sequeiro, sem uso de irrigação,e com nível tecnológico muito baixo.

México

A 4ª Semana Internacional da Citricultura, realizada, no México, entre os dias 1 e 4 de dezembro, contou com a participação de pesquisadores e consultores do México, de Cuba, do Brasil, dos Estados Unidos e da Espanha. O objetivo do evento foi divulgar tecnologias e informações atualizadas do setor dos principais países produtores de citros do mundo.

O Brasil foi representado pelo engenheiro agrônomo Rafael Fernandes de Oliveira, gerente de produção da Citrograf, que falou sobre manejo de pragas em viveiros protegidos.

Durante o evento, pesquisadores mostraram as vantagens na produção de mudas saudáveis em estufas e com material genético certificado. O Brasil foi citado como referência nesse assunto. “Quando o greening foi identificado no Brasil em 2004, todos os viveiros já eram protegidos. A situação atual estaria muito pior e talvez sem salvação se não houvesse esse cuidado”. Disse Oliveira em resposta ao questionamento dos participantes do evento.

No México, mais de 30% da área produtora de cítricos está abandonada e grande parte do restante, em estado de semiabandono, o que impossibilita o manejo correto do greening (HLB). Oliveira explica que a produção de mudas também enfrenta problemas no país. Segundo ele, apesar de os mexicanos terem implantado um rigoroso sistema de produção de mudas certificadas, o governo não interferiu em viveiros a céu aberto, alegando que a proibição dessa produção poderia causar problemas sociais, já que muitas famílias produtoras não poderiam arcar com o investimento em viveiro protegidos e os produtores de frutas cítricas teriam que investir três vezes mais nas mudas certificadas em viveiros telados.

Outro grande obstáculo no país latino é que muitos citricultores ainda não acreditam na gravidade do problema HLB. A maioria dos produtores e técnicos de campo ainda tem dificuldades para distinguir as deficiências nutricionais ou danos de outras pragas dos sintomas do HLB.

 

Fonte: Assessoria de imprensa da Citrograf
Publicada: 20/12/2010

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