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Pesquisadores do Peru vem ao Amazonas conhecer pesquisas com fruteiras nativas

Com o objetivo de conhecer as pesquisas científicas com fruteiras nativas, pesquisadores peruanos estão em visita a Manaus (AM), de 26 a 28 de janeiro, com excursões pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, na Embrapa Amazônia Ocidental, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazonia (Inpa) e Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

A equipe integrada pelos pesquisadores Agustin Gonzales Coral, do Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana (IIAP) , a coordenadora de ecologia da Universidade Científica do Peru, Rosana Gonzalez, e o consultor em meio ambiente e desenvolvimento sustentável, Armando Vásquez Matute, reuniu com o chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Luiz Marcelo Rossi, o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, Celso Azevedo, além de receber informações da pesquisadora Aparecida Claret, sobre cupuaçu e fruteiras nativas; do pesquisador Firmino Filho, sobre guaraná, e do pesquisador Jeferson Macedo, a respeito de palmeiras nativas como pupunha e tucumã.

De acordo com o pesquisador do Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, Agustin Coral, o interesse é conhecer quais os avanços nas pesquisas, verificar quais técnicas estão sendo utilizadas pela Embrapa, e verificar a possibilidade de unificar metodologias de pesquisa que permitam realizar trabalhos em parceria entre as instituições dos dois países. Segundo Coral, a intenção é desenvolver tecnologia para que as fruteiras nativas possam ganhar mais espaço na economia da região amazônica, tanto peruana ou brasileira.

Coral informou que o IIAP já desenvolve pesquisas com várias fruteiras nativas mas vem priorizando buriti, araçá, pupunha e camu-camu. Na Embrapa Amazônia Ocidental, os pesquisadores peruanos visitaram os bancos ativos de germoplasma de guaraná, de cupuaçu e de pupunha e tiveram interesse em aprofundar as informações sobre esses temas.

Para o chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Luiz Marcelo Rossi, esta é uma oportunidade para a ampliação da cooperação internacional - principalmente a “Sul-Sul” (entre os países do hemisfério sul) - nos temas de interesse da região amazônica dos dois países. “Em relação às fruteiras nativas, há um grande potencial de mercado, se bem explorado. Paralelo a isso se tem também os aspectos de fitossanidade das culturas, assim como as tecnologias de pós-colheita que necessitam de avanço para a conquista de mercados externos”, explicou. Para estabelecer cooperação desse tipo, o chefe-geral explicou que se poderá ter, além da participação das instituições locais como o Inpa e a CEPLAC, também o apoio de outras Unidades de pesquisa da Embrapa e do escritório da Embrapa no Panamá.




Fonte: Embrapa Amazônia Ocidental
Publicada: 28/01/2011

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