Poncan com amarelão
Produtores do sul de Minas Gerais estão preocupados com o aparecimento do amarelão nos pomares de mexerica poncan. A doença não tem cura e os pés contaminados precisam ser erradicados.
O agricultor Carlos Alfredo Fernandes tem 12 mil pés de mexerica poncan no município de Campanha, no sul de Minas Gerais. Ele terá de arrancar 200 plantas do pomar e já calcula os prejuízos. “As 200 plantas seriam mil caixas. Mil caixas hoje seriam três mil reais e mais o custo que eu tenho de pulverizar de 15 em 15 dias. Senão, daqui um ou dois anos eu não tenho mais pomar”, disse.
É necessário pulverizar a plantação para diminuir a presença do psilídeo, o inseto que transmite a bactéria do amarelão. O ramo com folhas amareladas é o primeiro sinal do amarelão, chamado de greening em inglês.
Manter no pomar uma planta com a doença em estágio avançado é um risco porque não há cura. “Manter uma planta dessa no pomar o vetor vai transmitir para outra dentro da lavoura e em lavouras vizinhas”, alertou Heitor Schiavon Cougo, agrônomo do IMA.A doença obstrui os vasos condutores da seiva da planta, amarela as folhas e compromete o desenvolvimento dos frutos.
O IMA, Instituto Mineiro de Agropecuária, ainda não tem um levantamento de quanto dos 875 hectares do município de Campanha foram infectados pela doença. Os agricultores estão sendo orientados a fazer uma inspeção trimestral do pomar e a cada seis meses terão de apresentar um relatório detalhado ao instituto.
“Essas inspeções serão acompanhadas de um documento assinado pelo responsável técnico da lavoura, que é o engenheiro agrônomo", explicou Cougo.Em São Paulo, a doença do amarelão apareceu em 2004 e hoje é o maior problema da citricultura no Estado.
Fonte: Globo Rural
Publlicada: 09/08/10
