Responsabilidade social e ambiental nos planos de crescimento dos APLs
Meio ambiente, diversidade e inclusão, segurança no trabalho. Temas importantes que devem estar na pauta uma organização responsável. Os produtores e entidades ligadas ao Arranjo Produtivo Local (APL) de Fruticultura do Jaíba estão participando de uma pesquisa que servirá de base para a elaboração do Plano de Sustentabilidade Socioambiental do APL. O documento irá orientar o crescimento competitivo e econômico da região de modo a não ferir questões sociais e ambientais. O APL de Jaíba tem cerca de 2.200 produtores.
Outros quatro APLs já participaram da pesquisa que irá subsidiar o plano de sustentabilidade. São eles: o de Móveis de Ubá, o de Biotecnologia da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o de Fundição nas cidades de Divinópolis, Cláudio e Itaúna e o de Calçados e Bolsas da RMBH. A equipe de pesquisa é composta por três empresas contratadas especialmente para a tarefa.
Segundo a coordenadora de Monitoramento e Avaliação do Programa, Marina Ourivio, além de orientar o crescimento econômico sustentável das atividades produtivas atuais, os planos de sustentabilidade também poderão qualificar o empresário para que ele consiga identificar as oportunidades que são pouco ou nada exploradas. “Um exemplo disso é a reciclagem que pode dar retorno financeiro e ao mesmo tempo contribui para o meio ambiente e para a imagem da organização”, ressalta Ourivio.
Os planos de sustentabilidade são parte do programa realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que visa aumentar a produtividade e a competitividade das empresas de sete APLs. Eles irão oferecer subsídios para que as ações estratégicas traçadas para cada APL, os chamados Planos de Melhoria da Competitividade (PMC), não sejam elaboradas com foco unicamente no aspecto econômico.
Os APL de Calçados de Nova Serrana e de Eletroeletrônica de Santa Rita do Sapucaí não serão pesquisados, pois já possuem os PMC. O Programa de Apoio à Competitividade dos APLs é uma parceria do Sistema Fiemg, por intermédio do Instituto Euvaldo Lodi, Sebrae-MG e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais.
