Safra de banana livre de doenças
Mais uma vez, os bananicultores da região de Criciúma comemoram fartura na safra. Apesar do excesso de chuva nos meses de janeiro e fevereiro – a umidade favorece a proliferação de fungos – a fruta não foi prejudicada. O aspecto negativo foram os gastos, que subiram com a necessidade de tratar cada hectare.
O engenheiro agrônomo e especialista em fruticultura da Epagri de Urussanga, Márcio Sônego, explica que a chuva abundante dificultou o controle de pragas, como o fungo sigatoka, vilão dos bananais. Para efetuar esse controle, após o período de grande umidade, foram necessárias pelo menos duas pulverizações extras com óleo mineral.
– Estamos numa safra excelente, mas infelizmente, os bananicultores tiveram um gasto de R$ 100 por hectare.
Para este ano, na região que compreende de Criciúma até Praia Grande, a média de fruta a ser colhida por hectare é de 10 toneladas de banana prata (branca) e 25 toneladas da variedade caturra. Com este volume, estima-se que o rendimento bruto fique em torno de R$ 35 milhões.
Epagri mantém sistema de aviso fitossanitário
Nos últimos anos, a qualidade da fruta no Sul do Estado melhorou consideravelmente, reflexo da dedicação dos agricultores, diz Sônego. Conforme o engenheiro, há mais cuidado com a sigatoka (com pulverização a partir de óleo mineral), são feitas mais desfolhas das partes secas e é realizado o desbaste para arejar os bananais com mais frequência.
– A Epagri mantém um sistema de aviso fitossanitário para o mal de sigatoka, a partir de inspeções semanais nos bananais que servem de referência. Isso ajuda e serve de exemplo aos demais.
Toda a produção regional é dirigida ao mercado estadual catarinense e para o Rio Grande do Sul. E é através dos compradores intermediários que a banana da região é exportada para Argentina e Uruguai.
Fonte: Diário Catarinense
Publicada: 110/05/09
