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Viveirista que não acompanhar a tecnologia pode ter prejuízo

O Centro Apta Citros Sylvio Moreira, ligado à Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, promoveu na sexta-feira (10) o 13º Dia do Viveirista de Citros.
Todos os especialistas convidados para palestras orientaram viveiristas e produtores do agronegócio em geral a ficarem atentos à tecnologia. O engenheiro do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Barretos, Paulo Brito, foi claro: “só fica no mercado quem realmente acompanhar essa evolução”.
A partir desse alerta, ele palestrou sobre Orientações para o preenchimento de documentos necessários à produção de mudas cítricas. Já o presidente da Agra FNP e membro do Grupo de Consultores em Citros (Gconci), Maurício Mendes, foi mais além e detalhou o tema Os números da produção de mudas no Estado de São Paulo: uma análise crítica. “Na média, o produtor de laranja tem boa remuneração, até superior ao dos produtores de cana, porém, o risco é maior”. Ele reforçou que, por esse e outros motivos, só permanece no mercado com lucratuvidade quem acompanhar as inovações.
Em relação ao elevado risco, ele citou, por exemplo, as pragas como cancro cítrico, pinta preta e, uma das mais novas, o HLB, considerado muito grave. A crescente demanda de áreas plantadas de cana-de-açúcar também preocupa, no entanto, Mendes não acredita que com o biodiesel em alta, haja uma ameaça. “A cana para esse fim será mais incidente no Norte e Centro-Oeste do País. Nossa região não será perturbada”. Entretanto, o especialista recomendou que tanto os viveiristas quanto profissionais de setores do agronegócio em geral, participem constantemente de eventos como o de sexta-feira. “É preciso sempre aprender mais, procurar se orientar sobre leis e, sobretudo, combate às pragas. Só assim será possível se manter com rentabilidade no mercado”.

O evento
De acordo com Christiano César Graf, diretor de comunicação da Vivecitrus, pelo menos 300 pessoas, entre produtores, técnicos, engenheiros agrônomos, empresários, pesquisadores, consultores, professores e estudantes universitários, passaram por lá. O tema abordado durante todo o dia foi Mercado, produção, qualidade de mudas cítricas e citricultura, com o objetivo de divulgar informações e novas tecnologias para a cadeia de citros.
Alguns estandes foram instalados para apresentar algumas dessas inovações no setor. O diretor do Grupo Polifer, Getúlio Ferreira Júnior, esteve por lá e apresentou uma lona plástica fina resistente a sol e chuva. O material serve para proteger a cova da planta, evitando também a saída de ervas daninhas. “Também diminui a freqüência de irrigação, custos com capina e recroamento, entre outros benefícios”.

Ex-ministro
O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que esteve à frente da pasta entre 2003 e 2006, também teve uma participação especial no evento. Ele é o atual coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e recebeu uma homenagem da Vivecitrus em reconhecimento aos anos dedicados ao desenvolvimento do setor agrícola.
Antes do seu pronunciamento, Rodrigues disse à reportagem da Gazeta de Limeira que “ainda bem que o setor está cada vez mais organizado, sobretudo por classes bastante articuladas para o processo político de administração”. Para ele, essa união entre produtores, pesquisadores, profissionais, entre outros, deram um salto de qualidade. “A Fundecitrus e o Vivecitrus, por exemplo, deram um novo patamar ao setor. E, por trás de todo esse aparato, também está o Centro Apta Sylvio Moreira”.

Fonte: Gazeta de Limeira

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