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Exportação de maçã favorece o resultado das empresas

Com o encerramento da safra de maçãs no País, o setor já se prepara para recuperar o faturamento anual, que no ano passado foi prejudicado pela quebra de safra na agricultura. A produção de maçãs, nesta safra, foi 29% superior à da safra passada, chegando a cerca de 848 mil toneladas. Do volume total, 13% foram destinados ao mercado externo, o que contribuirá para uma melhora no resultado financeiro do setor.
Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Maçãs (ABPM), as exportações praticamente dobraram este ano. No primeiro semestre de 2007 -período em que ocorre a safra- o setor embarcou 110 mil toneladas da fruta, ante 57,15 mil toneladas registradas no primeiro semestre de 2006. A receita obtida com os embarques da fruta somaram US$ 65 milhões, ante US$ 31,9 milhões no ano passado.
Segundo o presidente da ABPM, Pierre-Nicolas Perez, o bom desempenho das vendas externas de maçãs foram os estoques reduzidos na Europa e a recuperação dos preços no mercado europeu. "O volume exportado este ano foi o segundo maior da história do setor e o preço médio em euro foi o maior jamais apurado", afirmou.
A procura pela maçã brasileira no mercado internacional também tem aumentado em função da melhora na qualidade dos frutos colhidos. Segundo a ABPM, as variedades Royal Gala e Fuji são a cada ano mais procuradas por outros continentes.

Renar
 
A Renar Maçãs, de Santa Catarina, que produz e comercializa a fruta nos mercados interno e externo, está otimista quanto ao resultado financeiro da empresa. A Renar divulgará na próxima sexta-feira (03/08) o resultado do 2º trimestre de 2007, mas já adiantou que o faturamento anual deverá ser maior que o registrado em 2006, quando encerrou o ano em R$ 33 milhões.
No ano passado, o setor foi prejudicado pela quebra de safra registrada em diversos setores da agricultura, por conta do clima adverso. "Este ano, o tempo colaborou e as empresas devem recuperar o faturamento", afirmou o diretor financeiro da Renar Maçãs, Gelmir Antonio Bahr.
Um outro fator que vem beneficiando o resultado financeiro da Renar foi a abertura do capital, em 2005, que, segundo a direção da empresa, trouxe bons resultados. "A entrada no mercado de capitais deu visibilidade à Renar junto aos fornecedores, aos compradores e aos importadores", afirma Bahr.
Atualmente, a Rennar -que está no mercado desde 1962- comercializa 40 mil toneladas de maçãs ao ano, sendo 30 mil toneladas de produção própria, em uma área em torno de 800 hectares, dividida entre os municípios catarinenses de Friburgo, Lebon Régis e Caçador. A Renar gera 700 empregos diretos, cerca de 2.200 indiretos e está constantemente investindo na renovação e modernização dos 900 pomares próprios.

Fischer
 
Apesar de não revelar os dados de exportação e faturamento, a direção da Fischer Fraiburgo Agrícola Ltda., maior produtora de maçãs do Brasil, informa que as vendas externas da empresa foram maiores este ano e devem contribuir de forma positiva do balanço final da empresa.
A Fischer, que produz as maçãs com a marca Turma da Mônica, responde por 22,5% da produção do Estado de Santa Catarina e por 11,3% da produção nacional. Vale lembrar que o Estado de Santa Catarina é o maior produtor nacional de maçãs, com mais de 1,5 mil produtores.
O quadro de pessoal fixo da Fischer, que está instalada no município de Fraiburgo, é de 1,75 mil funcionários
A companhia conta com 3,4 mil hectares destinados ao cultivo de maçãs. Conta com três unidades de processamento e armazenagem, com uma área superior a 65 mil metros quadrados. Sua capacidade de armazenagem gira em torno de 70 mil toneladas, sendo suas câmaras frias equipadas com controle de atmosfera totalmente automatizadas.

ICMS
 
Dentre os fatores que comprometem a pomicultura brasileira estão a carga tributária, que é considerada alta pelo setor. Além disso, a maçã é a única fruta in natura de cultivo representativo no País que, em alguns estados, é tributada com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
A direção da ABPM também ressalta que faltam investimentos que contribuam para disseminar o consumo no mercado interno, elevando a procura e incentivando o setor produtivo, e o desinteresse por parte do governo federal, que não dispõe de recursos específicos para o segmento.
 
Fonte: DCI – Comércio Indústria & Serviços
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