Melão deve manter safra de 2006
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A queda do dólar tem sido a grande praga do melão em 2007. Diante da indefinição de valores da moeda americana e com 75% da cadeia produtiva voltada ao mercado estrangeiro, a expectativa da safra deste ano para o principal item na pauta de exportações do Rio Grande do Norte é a de manter o volume da produção de 2006, com 200 mil toneladas da fruta. O início da construção da Estrada do Melão, ainda este ano, traça novas perspectivas para 2008. A estimativa é do presidente do Coex, Francisco de Paula Segundo. Para ele, a melhora registrada este ano para os produtores de melão, foi a transferência de local para escoar a produção. ‘‘Antes, o grosso da produção era exportada via porto de Pecém (Ceará). Conseguimos conscientizar o empresariado potiguar e a cadeia produtiva da fruta de que o porto de Natal era mais viável’’, disse. Mesmo com a abertura de novos mercados como o asiático - notadamente o árabe -, o crescimento dos compradores americanos e a conscientização dos produtores potiguares em exportar via porto de Natal, Francisco de Paula lamenta a incapacidade de poder modificar o quadro de inércia na produção desse ano. É que com os contratos fechados em dólar, os produtores ficam a mercê da esperança de que a moeda americana seja valorizada. ‘‘Temos potencial para dobrar nossa produção. Mas esse ano plantamos nas mesmas áreas. Quem vai querer arriscar em aumentar a produção com o dólar com perspectivas de queda?’’, indagou. Francisco de Paula cobrou melhor apoio das três esferas de governo para adotarem medidas de contenção do dólar e de devolução da Lei Kandir -em que o produtor recebe percentual sob o volume exportado. ‘‘São medidas de incentivo ao produtor. É bom frisar: apenas a cadeia produtiva do melão emprega hoje 28 mil pessoas’’, disse. Outra esperança para o setor chegou via Espanha. O embaixador Jesús Zapatero reuniu-se essa semana com representantes de setores produtivos do RN para iniciar uma série de contatos para estreitar as relações comerciais entre os dois países. Notamente o melão é um produto de interesse aos espanhóis - um dos maiores produtores da fruta no mundo. É que o período da safra no país hispânico é inverso ao período brasileiro. E nesse íntere os espanhóis ficam sem melão e precisam importar o produto do Brasil. As estimativas de Francisco de Paula batem contra os dados apresentados pela secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico no primeiro trimestre. Segundo levantamento da secretaria, a fruticultura irrigada continua dominando as exportações no Rio Grande do Norte e o melão permanece em primeiro lugar, com crescimento de 37,2% em relação ao ano passado. |
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Data Edição: 09/08/07 |
