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Acadêmico da UNIC faz pesquisa sobre a banana

Um dos maiores problemas da banana é relacionado à comercialização, com grande oscilação de preços ao longo do ano, devido às estações climáticas, o preço da banana pode sofrer alterações na quantidade e qualidade da fruta ofertada.

A banana é uma das frutas mais saborosas e fáceis de comer e manusear. Enquanto uma barra de cereal mobiliza vários recursos para sua fabricação, a banana, além de ser mais barata e ter um custo-benefício superior, possui um preço de produção bem menor.

Foi pensando nestas possibilidades que o acadêmico da Faculdade de Agronomia da UNIC, Kristhian Michell Delcolli, apresentou o projeto de Pesquisa sobre o `Comércio Cuiabano de Banana’, que teve o objetivo de realizar levantamento comercial sobre as variedades mais consumidas em Mato Grosso.

Segundo a orientadora e professora, Janaina Lenza, foi utilizado o método de questionário estruturado, para saber a origem das bananas comercializadas em Cuiabá e Várzea Grande. As variedades mais consumidas são: a banana maçã, banana da terra, banana nanica, banana prata. Também foi direcionado um questionário para saber a preferência e a percentagem total das perdas.

"A variedade de maior preferência é a banana maçã com 67% e a percentagem total das perdas de banana é de 19%, sendo que o motivo mais relevante são as condições ambientais", afirmou.

Já para Kristhian, em Cuiabá e Várzea Grande, a banana é a fruta mais produzida e comercializada, representando aproximadamente 78% do total das frutas produzidas no Estado.

"Um dos maiores problemas da banana é relacionado à comercialização, com grande oscilação de preços ao longo do ano, devido às estações climáticas, o preço da banana pode sofrer alterações na quantidade e qualidade da fruta ofertada", concluiu.

Segundo os dados da Food and Agriculture Organization - FAO, em 2002, o Brasil foi o terceiro maior produtor mundial de banana, com 6,4 milhões de toneladas, atrás do Equador (7,5 milhões) e da Índia (16 milhões), sendo os mercados mais importantes da União Européia, Estados Unidos e Japão, onde ambos são responsáveis pela importação de aproximadamente 70% do volume e 79% do valor mundialmente comercializados nesse ano.

Contudo em 2008 as exportações brasileiras de banana apresentaram recuo de 29,5% na quantidade e 19,5% no valor, graças a um aumento de 14,2% nos preços. Quanto a sua importação a mesma depende dos seguintes fatores: procura, qualidade e quantidade ofertada.

Kristhian ressalta que no Brasil, a quantidade de banana ofertada é grande, no entanto, a qualidade do produto em determinados locais ainda é precária, contribuindo para que o preço vendido pelo produtor seja abaixo do mercado.

Um dos fatores que chamou a atenção do acadêmico é a perda nestes comércios que chega a 36 mil kg de bananas semanais e 145 mil kg mensais, devidos o armazenamento inadequado como falta de refrigeração, controle de estoque e a melhoria da qualidade das bananas.

Kristhian concluiu que o setor varejista de Cuiabá necessita desenvolver ações mais enérgicas e apresentar atitudes a fim de diminuir as perdas, para que assim quem sabe através de incentivo municipais dentre os produtores e comerciantes de banana. Além de fazer uma campanha de orientação para conscientizar estes varejistas a doarem para muitas entidades carentes do Estado.

Para mais informações, entrar em contato com a professora Janaina, pelo telefone 9942-2585.

História da Banana

Segundo a FAO, o termo "República das Bananas" é utilizado pelos países da América Central, como Costa Rica Honduras e o Panamá pela economia que é dominada pelo comércio da banana. Esta fruta constitui o alimento básico de milhões de pessoas em vários países em vias de desenvolvimento.

A banana é considerada o quarto produto alimentar mais produzido do mundo, após o arroz, trigo e milho. As maiorias das bananas para exportação são do primeiro tipo, ainda que apenas 10 a 15% da produção mundial sejam para exportação.

O comércio global de bananas tem uma longa história que começou com a fundação da United Fruit Company, no final do século XIX. Durante a maior parte do século XX, a banana e o café dominaram por completo a economia de exportação da América Central. Na década de 1930, constituíam mais de 75% das exportações da região, nos anos 60 ainda as preenchiam em 67%.


Data Edição: 28/07/09
Fonte: Soraya Medeiros/UNIC
Publicada: 28/07/09

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