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Área de banana certificada cresce no Norte de Minas

O Norte de Minas apresentou um aumento de 2.000% da área rastreada de banana, que passou de 65 para 1.345 hectares, conforme dados da Associação dos Bananicultores (Abanorte).

JANAÚBA - O Norte de Minas apresentou um aumento de 2.000% da  área rastreada de banana, que passou de 65 para 1.345 hectares, conforme dados da Associação dos Bananicultores (Abanorte). De acordo com o presidente da entidade, Dirceu Colares Moreira, isso permitirá uma produção de qualidade, dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional e seguindo critérios ambientais. Segundo ele, os produtores estão se habilitando no Programa Integrado de Frutas (PIC), que é a certificação internacional.


A bananicultura representa a segunda maior economia rural da região, perdendo apenas para a pecuária. No total, são 11.600 hectares plantados, que produzem 241 mil toneladas. Diariamente, 60 caminhões carregados com 11 toneladas cada seguem para Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro.


A rastreabilidade da banana no Norte de Minas começou em 2005, quando cinco produtores, totalizando 65 hectares, passaram a seguir as normas do Programa Integrado de Frutas, para obter a certificação. Em 2007, esse número aumentou para 19 produtores, com 1.345 hectares. «Isso comprova que há maior interesse em produzir fruta ecologicamente correta e socialmente justa. É um projeto realizado pela Abanorte, a Embrapa Fruticultura, o Instituto Mineiro de Agropecuária, a Epamig e Unimontes. Rastreamos a banana, com boas práticas agrícolas. Tem de ser a forma correta, usando os produtos certos na hora certa e as doses recomendáveis», explica Dirceu Colares.


O Norte de Minas produz 40% da banana comercializada no Estado. Dos 11,6 mil hectares, de acordo com dados da Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg), 80% são de banana prata e 20% da banana nanica. Ambas são consideradas as melhores do Estado, por usar tecnologia avançada. A caixa de banana custa atualmente R$ 10, em média, mas já chegou a R$ 18. Dirceu Colares afirma que os custos aumentaram, com o encarecimento da mão-de-obra e de fertilizantes.


Ele alega que a certificação da banana tem por objetivo oferecer um produto de melhor qualidade e aparência. Segundo ele, um dos obstáculos para os produtores é a precariedade das estradas, que inviabilizam o transporte. «Não tem como a banana do Norte de Minas chegar a Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro em excelentes condições. A qualidade é a mesma, mas os buracos das estradas amassam a carga. Precisamos desenvolver uma tecnologia de caixas para suportar isso. Além disso, as viagens atrasam. O limão e a laranja suportam essas condições, mas a banana não», afirma Dirceu Colares.

O produtor inserido no Programa Integrado de Frutas recebe treinamento de gestão de fazenda, de melhoria da irrigação e de compostagem orgânica em grande volume, para melhorar a vida e a fertilidade do solo, além de cursos de tratorista e de como aplicar corretamente os agrotóxicos. A rastreabilidade é feita com planilhas diárias sobre a evolução da cultura. «Estamos desenvolvendo com a Embrapa o monitoramento digital. A coleta de dados continua manual, com a técnica de pegar folha de bananeira e olhar contra a luz para ver a quantidade de fungos. As informações são jogadas no computador, e o produtor recebe informações sobre o dia e o horário adequados para aplicar o agrotóxico».

Fonte: Jornal Hoje em Dia

Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte) - Rua São Pedro, Numero 236 Centro Janaúba CEP 39440-000. ...