Artesãs do Jaíba participam da Superagro 2010
Hoje o artesanato do Bananarte é conhecido não apenas em municípios mineiros como Uberaba, Araxá, Montes Claros e Belo Horizonte, onde foram apresentados em feiras e já são comercializados em lojas, mas também em outros estados.
Objetos utilitários e de decoração em fibra de bananeira do Projeto Jaíba já tem espaço garantido na mostra de artesanato da agricultura familiar, programada para a Superagro 2010, em Belo Horizonte, no período de 26 de maio a 06 de junho. São fruteiras, baús, bandejas, suporte de pratos e panelas, bolsas e mandalas, entre outros. Obras do grupo Bananarte, composto de 35 artesãs da zona rural do município do Jaíba. “Bananeira transformada em Arte”, conforme explica a extensionista de Bem-estar social da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Amanda Cristina da Silva, que acompanha o trabalho destas mulheres. Algumas adultas e outras jovens na faixa de 16 a 18 anos.
Mais um espaço para a divulgação desses produtos feitos a partir do tronco da bananeira. Hoje o artesanato do Bananarte é conhecido não apenas em municípios mineiros como Uberaba, Araxá, Montes Claros e Belo Horizonte, onde foram apresentados em feiras e já são comercializados em lojas, mas também em estados como Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal. Recentemente os trabalhos do Bananarte foram exibidos em Brasília, no Salão Nacional dos Territórios Rurais. E cerca de 70 peças já estão sendo encaminhadas para Florianópolis, onde serão vendidas. Agora, além da Superagro, o grupo se prepara para mostrar os produtos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em feira organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para o período de 13 a 16 de maio.
Segundo a extensionista Amanda, as artesãs estão organizadas há três anos com o apoio da Emater-MG. “Antes cada uma trabalhava sozinha no campo e não havia a força do grupo. Agora elas divulgam os produtos nas feiras e buscam novos mercados. A Emater-MG contribui com a qualificação técnica delas, por meio de capacitações, oficinas e encontros. Queremos que esse trabalho sirva de exemplo, se fortaleça e multiplique-se, aproveitando uma matéria-prima abundante aqui”, explica se referindo à cultura da banana. A fruta é bastante cultivada no Jaíba, de acordo a técnica. Para viabilizar a comercialização e o acesso a recursos públicos, o grupo é filiado à Associação Cultural e Ambiental do Projeto Jaíba (Acapja), segundo a extensionista. O associativismo é uma forma de organização de produtores, bastante incentivado pela Emater-MG.
Pioneira
Uma das primeiras integrantes do Bananarte, Neozita Pereira dos Santos, 41 anos, conta orgulhosa que há 10 anos aprendeu o ofício sozinha, “por curiosidade”, observando outras pessoas que fizeram cursos. Hoje ela é uma multiplicadora da atividade . “Fui uma das instrutoras das meninas”, diz. Segundo Neozita, que participou de evento em Brasília, no mês de março, o artesanato está gerando renda e ajudando muitas mulheres locais, que precisam conciliar os afazeres domésticos com uma atividade profissional. “Aqui é um lugar difícil para serviços e o artesanato ajuda a mãe de família”, garante. De acordo a artesã, a remuneração das produtoras é feita por produção. Ganha quem produz mais, segundo ela.
Fonte: EMATER MG
Publicada: 05/05/2010
