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Banana industrializada

A banana, quando industrializada, pode se transformar em Bala de banana, Barrinha de cereal com banana, Banana chip, Banana passa, Doce de banana e, o produto mais recente mas que está se destacando no mercado, a Farinha de banana verde.

Com uma composição de 75% de água e 25% de matéria é uma fonte natural de vitamina “A” e “C”, fibras e potássio.

A banana é uma fruta produzida praticamente em todas as regiões tropicais do planeta, e é originária do sudeste da Ásia. Por conta do seu rápido período de maturação e da logística, que necessita de um rápido canal de distribuição, é consumida em sua grande maioria in natura. Estima-se que apenas 15% da produção total seja exportada e tem como principal destino os Estados Unidos e a União Européia.


A banana, quando industrializada, pode se transformar em Bala de banana, Barrinha de cereal com banana, Banana chip (doce ou salgada), Banana passa (desidratada), Doce de banana e, o produto mais recente mas que está se destacando no mercado, a Farinha de banana verde, produto que pode substituir em até 15% o trigo na produção de pães, bolos e doces sem alterar o seu sabor e, que se enquadra como “alimento funcional”, uma vez que pesquisas recentes identificaram melhor absorção de açucares nos organismos das pessoas que a consumiram. 

Neste contexto, o Brasil em 2008, segundo o Instituito Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), produziu 6.998.150 toneladas de banana in natura. Dentre as maiores regiões produtoras da fruta no país, destacam-se a Região Nordeste, como a maior produtora, seguida pela Região Sudeste, ambas com 41% e 30% da produção total do país, respectivamente. O estado de Pernambuco foi o 7o maior produtor no ano passado, com um produção de 395.209 toneladas e, o 3o maior produtor da região nordeste, com participação em 14% da produção total da região que foi de 2.110.068 toneladas.

A produção de banana no estado de Pernambuco se concentra 94% nas mesoregiões do São Francisco, Zona da Mata e Agreste Pernambucano. Os 10 municípios maiores produtores do estado são responsáveis por 68% da produção do estado. Com destaque para os municípios de Santa Maria de Boa Vista com 16% da produção, Vicência e Petrolina, com 12% cada um deles. Os demais são: São Vicente Ferrer, Machados, Orocó, Amaraji, Palmares, Belo Jardim e Ibimirim. Registra-se ainda que foram identificados em 43 municípios do estado não tem ocorrencia de produção da fruta.

Entre os meses de julho de 2008 e junho de 2009, o país exportou 141.646 tonelas de bananas frescas ou secas, o que gerou uma receita de 37,4 milhões de dolares. Foram identificados 10 estados exportadores e destes, apenas três estados: Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Ceará, foram responsáveis por 98% das exportações registradas no Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Toda a produção exportada pelo estado de Pernambuco, totalizou 2.554 toneladas e foi transacionada com países da União Européia, gerando uma receita de 160,7 mil dolares para o estado.

A atividade, no entanto, apresentou problemas de cultivo, segundo relata matéria disponibilizada no site do Instituto Agornônico de Campinas (IAC), sobre a Sigatoka Negra, “doença causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, é o principal problema fitopatológico das culturas da banana em vários países produtores. Essa doença ataca as folhas das bananeiras, produzindo uma rápida decomposição da área foliar. Quando não controlada, afeta o crescimento e a produtividade, pois diminui a capacidade fotossintética.” A saída para evitar ou minimizar a ocorrencia desta doença, é a introdução de cultivares resitentes à mesma, para tanto, dois centros de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a Embrapa Acre (AC) e a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (BA) recomendam cultivares de bananeira, dentre elas a Japira e a Pacovan Ken, ambas resistentes à Sigatoka-negra. No portal da Embrapa (www.embrapa.br), é possível obter todas as informações sobre o sistema de produção da fruta.

A industrialização da banana é recomendada para um grupo de produtores cooperados ou para a iniciativa privada de médio a grande porte, pois trata-se de uma atividade que necessita de escala regular de oferta do produto, de uma industria com capacidade instalada capaz de processar a produção local, de gestão e know how para gerir e intermediar toda a cadeia produtiva, mas que agrega valor ao produto com industrialização e é capaz de remunerar satisfatoriamente a todos os elos envolvidos.



Fonte: Folha De Pernambuco
Publicada: 04/11/09

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