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Figo: Técnica Aumenta Durabilidade

“Uso de filme plástico de polietileno para embalar a fruta reduz perda de massa e conserva bom aspecto por mais dias”

Figo: Técnica Aumenta Durabilidade

Figo


Fernanda Yoneya

Após dois anos de estudos, a engenheira agrícola Franciane Colares Souza apresentou, na Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), da Unicamp, dissertação de mestrado que mostrou resultados obtidos com o uso de filme plástico no aumento da durabilidade do figo. ’É uma técnica simples, mas que dobra a vida útil da produção’, garante.

A técnica consiste em embalar caixas de figo com filme plástico de polietileno de baixa densidade. Os experimentos simularam em laboratório quatro variações de temperatura, próximas às verificadas durante o transporte da fruta, e as amostras foram acompanhadas durante uma semana. Segundo Franciane, para chegar à Europa, a fruta fica sem refrigeração por pelo menos quatro dias.

RESULTADOS

Os resultados mostraram que na embalagem envolvida por filme plástico, após sete dias, as perdas de massa foram inferiores a 2% e os frutos, maduros, apresentavam boa coloração e boa aparência. Já nas amostras que estavam sem a proteção, já ao fim do quarto dia, havia sinais de contaminação por fungos e as perdas de massa chegaram a 8%. ’O produto ficou sem valor comercial, impróprio para o consumo.’ Franciane foi orientada pelo professor Antonio Carlos de Oliveira Ferraz, um dos responsáveis pelo desenvolvimento de cestas plásticas com compartimentos individuais para a colheita do figo, em substituição às cestas de bambu.

Para driblar a alta perecibilidade do figo, produtores costumam colhê-lo ainda verde para garantir que ele chegue em boas condições de coloração, sabor e aspecto ao mercado consumidor, sobretudo à Europa. Nestas condições, a fruta dura, em média, de quatro a cinco dias. Quem abastece o mercado interno consegue colher a fruta madura, mas mesmo assim a comercialização e o consumo devem ser imediatos, já que, nesse caso, a vida útil cai para no máximo três dias.

A técnica é bem-vinda para exportadores - já que o trajeto é maior -, mas todos podem adotá-la. ’O filme plástico é barato e fácil de achar.’ Ela calcula que o material represente, no máximo, 1% dos custos totais de produção. Para quem exporta, a opção mais barata é embalar o palete inteiro; embalar as caixas individualmente encarece o processo. Quem fornece para o mercado interno embala a caixa com 24 frutas, sugere.

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