Limão taiti bate recorde de exportação
Embarques devem alcançar, até o fim do ano, 60 mil toneladas, ante 51 mil toneladas no ano passado.
As exportações de limão taiti devem bater mais um recorde. Segundo o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), o volume exportado cresceu 2 mil toneladas no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado, e deve continuar neste ritmo até o fim do ano. ’A expectativa é aumentar a exportação de 51 mil toneladas de limão em 2006 para 60 mil toneladas em 2007’, diz o presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Limão (Abpel), Waldyr Promícia. ’Por enquanto, tudo vem apontando para que essa previsão se concretize.’
Para o citricultor de Itajobi (SP) - o maior município produtor de limão taiti do País, com 1,5 milhão de pés plantados - Edílson Caliani, o balanço da safra foi positivo. O preço do limão se manteve estável, fato raro. O preço pago ao produtor pela caixa de 27,2 quilos foi, em média, de R$ 16, tanto faz se para o mercado interno ou externo. ’O limão que eu colhi de um mês para cá foi todo para exportação, pois é menor, mais escuro e tem menos suco, características preferidas pelos europeus’, diz Caliani, que cultiva 2.500 pés de taiti. Ele vende a safra para uma grande empresa da região.
MERCADO HARMÔNICO
O limão taiti tem uma vantagem de mercado em relação a outras frutas. Enquanto o consumidor brasileiro prefere um fruto de casca lisa e muito suco, o europeu opta pelo limão de casca escura, grossa, com menos suco, muito usado na decoração de pratos. ’Ou seja, os mercados não concorrem, pois o brasileiro gosta de um tipo de limão que o europeu não gosta’, diz Promícia.
Segundo o engenheiro agrônomo da Casa de Agricultura de Itajobi, Fernando Fiori, no primeiro semestre, período de safra da fruta, os volumes exportados são maiores, porém a receita é menor. No segundo semestre, a receita é maior, pois a oferta da fruta é menor e a procura, maior. Para o agrônomo Fiori, a safra do limão em Itajobi tem sido positivamente atípica: ’Os produtores vêm conseguindo estabilidade, tanto no preço quanto na produção desde maio, e esta é também a tendência na entressafra.’
Apesar de os dados do Ibraf apontarem a Holanda como maior comprador do taiti brasileiro, o maior consumidor é a Alemanha, que recebe os embarques via Porto de Roterdã.
Produtores divulgam a fruta na Alemanha
Nos últimos nove anos, o Brasil elevou consideravelmente suas exportações de limão. Segundo o Ibraf, em 1997, o País exportava 1.500 toneladas de limão. Em 2006, a exportação foi de 51.400 toneladas. Um dos fatores que contribuíram para este aumento é a campanha da Abpel de divulgação da fruta na Europa. ’A Abpel tem se dedicado muito à divulgação externa. Este ano fizemos uma campanha na Alemanha, distribuindo nosso limão com um folheto com informações sobre a fruta e receitas, como a da caipirinha brasileira’, diz Promícia, da Abpel. Além da divulgação em praças e supermercados, a associação promoveu o limão em escolas de culinária, para conquistar os futuros formadores de opinião da gastronomia européia.
Data Edição: 12/09/07
Fonte: O Estado de SP
