Mamão: Manejo integrado reduz custos com produtos
Cultura do mamão fica 42% mais barata quando o assunto é o gasto com químicos contra pragas e doenças.
Capaz de reduzir os custos com produtos químicos em, aproximadamente, 42%, como mostrou pesquisa realizada no Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), o manejo integrado de pragas e doenças se mostra uma excelente prática para a cultura do mamão. Esse foi, inclusive, um dos temas do V Simpósio do Papaya Brasileiro, que aconteceu entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro, em Porto Seguro (BA). Segundo Hermes Peixoto, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, é preciso separar as doenças do mamão por agentes causais.
Existem as doenças de vírus, entre as quais as mais importantes são a mancha anelar, a meleira e o vira-cabeça. Entre as doenças fúngicas, se destacam a podridão de raízes e a pinta preta. Já entre as pragas, destacam-se o ácaro rajado, o ácaro branco, as cigarrinhas e as cochonilhas — afirma o pesquisador.
Ele conta que cada uma prejudica de forma diferente. No caso da pinta preta, por exemplo, se o produtor não tiver o cuidado de controle seja por manejo integrado ou químico, ela pode tornar o fruto imprestável para a comercialização em até 100%. Já quando o assunto é o ácaro rajado, existem ocorrências de até 60% de prejuízo. Já a meleira e a mancha anelar, são doenças que, em qualquer grau, fazem com que a planta deva ser erradicada.
O manejo integrado de pragas envolve uma série de tipos de controle, ou seja, o controle químico, genético, cultural e biológico. Portanto, existem outras formas de controle além do químico. Como exemplo, podemos citar a podridão de raízes, que pode ser controlada por diversos métodos. Pode-se procurar solos sem o histórico da doença, efetuar rotação de culturas com gramíneas, utilizar solos virgens, além de sementes sadias e tratadas com fungicidas, por exemplo — explica o entrevistado.
Ainda de acordo com Peixoto, todas essas pragas e doenças contam com inimigos naturais, como as joaninhas e os ácaros predadores, por exemplo. Então, o uso do controle biológico apresenta grande sucesso dentro do sistema de manejo integrado, visto que esse tipo de manejo visa à aplicação de produtos somente em casos extremamente necessários.
Em trabalhos realizados no extremo sul com o mamão, o trabalho monitorado aplicou 3,8 vezes menos produtos químicos que o convencional. Em termos de reais, quando o produtor aplicou produtos no método convencional, ele gastou R$629,93 por hectare, enquanto que no sistema integrado, ele gastou R$167,65. Aqui, a redução, considerando o controle dessas pragas durante 9 meses em 10 hectares de mamão, foi de 49,02%, o que significou R$4.092,22 por hectare. No total, a economia foi de R$40mil — conta.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Mandioca e Fruticultura através do número (75) 3312 -8048.
Fonte: Portal do Agronegócio
Publicada: 11/11/2011
