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Pesquisa na UFMG desenvolve banana desidratada e crocante

A banana é composta de água (75%) e matéria seca (25%), e é uma fonte de vitaminas A e C, fibras e potássio.


Parece sucrilhos, mas tem gosto de banana. Não é extrato ou aroma artificial, é mesmo a fruta: banana desidratada e crocante. A novidade é resultado de uma pesquisa desenvolvida na UFMG.

O produto foi objeto de estudo de Teresa Elisa Sousa da Silva para o mestrado no programa de pós-graduação em Ciência de Alimentos da Faculdade de Farmácia da UFMG. A pesquisa foi desenvolvida em resposta ao desperdício na produção de banana no Norte de Minas Gerais, o quinto maior estado produtor no Brasil.

Diferente da banana frita – que lembra chips de batata –, o produto desenvolvido pela pesquisadora da UFMG é doce. Segundo Teresa Elisa, ao testar vários tipos de bananas em diferentes estágios de amadurecimento, a que apresentou melhores resultados em textura e sabor foi a prata, ainda com a casca verde. O resultado final é um produto que lembra cereais matinais como os conhecidos sucrilhos.

A banana é composta de água (75%) e matéria seca (25%), e é uma fonte de vitaminas A e C, fibras e potássio. A banana desidratada e crocante mantém sua composição química e seu valor nutritivo. As análises químicas demonstraram que o cereal de banana tem alto teor de fibras, principalmente as solúveis, que reduzem o colesterol sanguíneo. “Os resultados mostram que a banana desidratada pode ser benéfica à saúde do coração, além de diminuir o índice glicêmico da alimentação”, afirma a pesquisadora.


Em fase final, o estudo vai ser discutido no âmbito da Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais), para que seja avaliada a viabilidade de aplicação industrial. “A ideia é entrar em contato com os produtores de banana e abrir uma fábrica de desidratação, em sistema de cooperativa, ou uma estrutura do tipo”, conta Teresa Elisa da Silva. Segundo ela, a produção que foi feita em laboratório pode se adaptar à escala industrial, com resultados ainda melhores.

Mais informações: www.ufmg.br/boletim/bol1655/6.shtml


Data Edição: 09/06/09
Fonte: Grupo Cultivar
Publicada: 09/06/09

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