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Plantações de laranja são antingidas por nova praga

Focos são detectados em várias cidades; ainda não há meio de controle.

Uma nova espécie de broca começa a se espalhar pelas plantações de laranja do Estado de São Paulo. Trata-se de um besouro da família Cerambycidae que já atingiu lavouras em cidades como Itatinga, Taquarituba, Itapira e Coronel Macedo.

O primeiro foco foi registrado em 2000, em Itapira, na região de Campinas. Em 2007, fazendas de Coronel Macedo, perto de Avaré, também constataram a presença do inseto.

“Isso demonstra que a população da praga pode estar aumentando”, diz Laerte Machado, biólogo e pesquisador científico do Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura do Estado.

Ao contrário do que ocorre com outros besouros da mesma família, não há, até o momento, controle químico ou biológico conhecido para a nova broca. Desse modo, a única saída é a retirada dos ramos afetados, que ficam secos e, portanto, param de produzir. O processo, chamado de catação, é manual.

A ação do inseto é nefasta. Ele deixa ovos sobre os galhos da planta. Ao eclodir, as larvas penetram na madeira e fazem cortes.

“Assim, acontece o bloqueio dos vasos que transportam seiva. Em conseqüência, o ramo murcha, seca e os frutos se perdem”, relata Machado.

Há, com isso, redução de cerca de 25% da produtividade. O galho ficará infrutífero para sempre.

O controle da praga é bem dispendioso, avalia-se, pois será necessário mobilizar pessoal para localizar as partes afetadas e retirá-las.

Lourival Mônaco tem 250 mil pés de laranja espalhados em suas fazendas. Na de Coronel Macedo, teve de contratar 28 trabalhadores para a catação. “Em cada passagem pelo pomar, verificamos a perda de dez caixas por hectare”, revela.

O número pode parecer baixo, sobretudo quando se compara com o volume produzido por hectare: 1,5 mil caixas. “O problema é que são dez caixas perdidas a cada catação, que ocorre de 15 em 15 dias”, explica.

Instituto Biológico estuda a novidade

O Instituto Biológico estuda formas para conhecer melhor o besouro responsável pela nova praga que ataca os laranjais. A tarefa inicial visa criar o inseto em laboratório e, assim, analisar profundamente seu organismo.

Em breve devem ser instalados experimentos de campo, provavelmente em Taquarituba. Com isso, os pesquisadores buscarão dados mais precisos sobre os hábitos desse besouro.

Detalhes do besouro

* Sem controle: Existem várias espécies de broca que atacam a citricultura. Até agora existem cinco delas catalogadas e que são combatidas química ou biologicamente. Contra o novo besouro ainda não há controle conhecido pelos esquisadores

* Localização: A nova praga já teve vários focos constatados, em períodos diferentes, em plantações de cidades como Itatinga (226 km da Capital), Itapira (164 km), Taquarituba (328 km) e Coronel Macedo (345 km)

* Atuação do inseto: O besouro deposita ovos nos ramos dos pés de laranja. Na fase posterior, surgem as larvas. Quando elas estão com tamanho que varia de 2cm a 3cm, fazem um corte no galho, bloqueando a passagem da seiva. A parte afetada murcha e seca, tornando-se improdutiva.

Mais informações: Instituto Biológico/Centro Experimental de Campinas: (19) 3252-2942

* Combate: Fazer a catação, retirando os ramos secos e queimando-os fora do pomar

Data Edição: 14/08/07    
Fonte: Laerte Machado - Instituto Biológico    

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