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Produtores de laranja do Triângulo Mineiro conseguem controlar o greening

Depois de um ano, produtores de laranja no Triângulo Mineiro voltaram a respirar mais aliviados. Uma doença que levou prejuízos aos pomares e preocupação aos citricultores agora está controlada

Doença é a que mais ataca a citricultura em todo o mundo.

Depois de um ano, produtores de laranja no Triângulo Mineiro voltaram a respirar mais aliviados. Uma doença que levou prejuízos aos pomares e preocupação aos citricultores agora está controlada. O susto maior foi no início do ano passado, quando muitos produtores de laranja se depararam com uma doença bastante temida nos pomares: o greening. A doença é a que mais ataca a citricultura em todo o mundo.

– Foi um susto, porque o greening foi considerado uma das piores doenças que apareceu até agora, até pior que o cancro cítrico – diz o produtor de laranja Sinézio Scholl.

– O greening é uma doença causada por uma bactéria, e além disso é transmitido por um inseto que voa e que favorece a disseminação da doença. Por isso, quanto mais insetos tiver na propriedade, mais possibilidade de ocorrência do greening você vai ter – diz o fiscal do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Waldemar Mundim.

Sete municípios do Triângulo Mineiro foram afetados. O principal deles é Frutal, onde existem dois milhões de pés de laranja plantados em dez mil hectares. Em 2010, 250 plantas infectadas precisaram ser destruídas. A proximidade com o Estado de São Paulo, onde 40% das áreas de cultivo de frutas cítricas já tiveram problemas com o greening, foi o que mais preocupou. Porém, agora, depois de algumas medidas de prevenção, encontrar plantas com os sintomas da doença é raridade.

– A diferença de Minas Gerais com São Paulo é que aqui se conseguiu identificar a doença mais cedo, e quando você identifica mais cedo não há um grande número de plantas doentes que sirvam de propago para a doença – explica Mundim.

Para garantir a saúde das plantas, a orientação do Instituto Mineiro de Agropecuária é de que o próprio produtor faça o monitoramento. A cada três meses, ele tem a obrigação de fazer uma inspeção no pomar e enviar um relatório ao IMA.

– É uma obrigação que a gente tem que fazer sim, e eu faço até mais do que isso. Aqui sou eu mesmo que cuido, então eu pulverizo e faço a inspeção junto, ao mesmo tempo – garante Scholl.

A prevenção do greening passa por algo parecido com a prevenção da dengue, que a gente está acostumado a ouvir por aí. Não adianta cuidar da plantação em um local se o vizinho não fizer o mesmo. Outra forma de prevenção contra a doença é o cuidado na hora da compra das mudas.

– A prevenção dele é feita com inspeções são constantes, pulverizações e mudas sadias, e não adianta nada o produtor fazer esse restante e não comprar mudas sadias. Todo o produtor que precisar de mudas. a gente orienta ele a procurar um escritório do IMA mais próximo para ter uma orientação – ensina Mundim.



Fonte: CANAL RURAL
Publicada: 12/01/2011

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