Projeto dever garantir uso do pedúnculo do caju em polpas
Lançado oficialmente ontem em Brasília, o Projeto Caju ainda não tem, entretanto, data para chegar ao estado. A assessoria de imprensa da FBB estima que o lançamento ocorra em meados de setembro, além do RN, no Ceará e no Piauí - que se destacam, respectivamente, como primeiro e segundo maiores produtores do país.
Um projeto da Fundação Banco do Brasil em conjunto com o Serviço Social da Indústria (Sesi) pode evitar que mais de 350 mil toneladas de polpa de caju sejam jogadas fora por ano no Rio Grande do Norte. A idéia é evitar o desperdício estimulando o aproveitamento integral da fruta por meio de ações de educação alimentar que incluem palestras e degustações.
Lançado oficialmente ontem em Brasília, o Projeto Caju ainda não tem, entretanto, data para chegar ao estado. A assessoria de imprensa da FBB estima que o lançamento ocorra em meados de setembro, além do RN, no Ceará e no Piauí - que se destacam, respectivamente, como primeiro e segundo maiores produtores do país. O RN fica em terceiro no ranking, com produção de 49,7 mil toneladas.
A reportagem tentou colher mais informações sobre a iniciativa em plano local, mas por conta do evento realizado ontem, as fontes dos órgãos envolvidos ficaram impossibilitadas de conceder entrevista.
Pelos dados divulgados, a proposta é contribuir com o pleno aproveitamento de alimentos de aceitação popular, massificando a utilização de receitas de caju como alimento integral. Ao todo estão previstas 193 ações educativas de massa, a partir deste segundo semestre, para atender 500 mil pessoas nos três estados que mais produzem. Outras cerca de 2 mil serão atendidas indiretamente.
USO
O potencial de utilização do caju é extensivo. A fruta pode ser consumida in natura ou servir de matéria-prima para doces, sucos, refrigerantes, de forma artesanal ou industrial.
No Rio Grande do Norte a estimativa é que sejam produzidas por ano 441 mil toneladas de pedunculo, dos quais 80% ou 352,8 mil, segundo o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lotado na Emparn, Simplício de Holanda, são desperdiçadas.
Há cerca de 15 anos ele desenvolve um projeto direcionado à alimentação principalmente de ovinos e caprinos com a fruta. ‘‘A vantagem é ter uma fonte num período em que as pastagens diminuem em quantidade e qualidade e em que a torta de algodão e as rações de mercado estão com preços mais elevados’’.
No projeto da FBB e do Sesi, voltado para alimentação humana, só a Fundação investiu R$ 150 mil. Também são parceiros na iniciativa a Embrapa, a Universidade Federal do Ceará e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Fonte: Diário de Natal
