UE acusa Dole de cartel de banana
A gigante norte-americana de agronegócios Dole Food Co. disse que a União Européia acusou suas subsidiárias de participar em um cartel ilegal de banana. A empresa sediada na Califórnia confirmou que recebeu a acusação, o primeiro passo para um processo que pode gerar multas imensas.
|
A gigante norte-americana de agronegócios Dole Food Co. disse que a União Européia acusou suas subsidiárias de participar em um cartel ilegal de banana. A empresa sediada na Califórnia confirmou que recebeu a acusação, o primeiro passo para um processo que pode gerar multas imensas. A Comissão Européia realizou uma busca em junho de 2005 em alguns escritórios de importação de bananas, entre eles dois da Dole. A norte-americana divulgou um comunicado garantindo que não violou as leis de concorrência da UE. Na nota, a Dole se diz orgulhosa de sua reputação como uma das empresas mais éticas e vai continuar a cooperar com a Comissão Européia para fornecer um panorâma transparente do mercado de bananas. Depois de receber as denúncias, as empresas terão alguns meses para preparar sua defesa, mas a Comissão poderá aplicar multas de até 10% do faturamento anual. Outras empresas acusadas foram a Chiquita, Del Monte e Dole, dos Estados Unidos, Noboa, do Equador, e Fyffes, da Irlanda. A Comissão Européia se recusou a comentar o caso. Há dois anos, a Comissão fez inspeções surpresa em importadores de banana e abacaxis da Bélgica, Grã Bretanha, Alemanha e Irlanda. Para as bananas africanas e caribenhas, os europeus não aplicam nenhuma tarifa. Já as vendas de países como Equador, Colômbia e outros latino-americanos sofrem uma taxa de 176 euros por tonelada. Os americanos querem agora que a OMC determine se essa taxa está dentro das regras da entidade. Apesar de o mercado de banana não ser grande, o continente já protagonizou uma disputa internacional pelo sistema europeu de cotas de mercado que favorecia produtores das colônias. Depois disso, os produtores latino-americanos desafiaram o sistema a forçaram a UE a criar uma tarifa de 167 euros por tonelada. No último dia 12, os EUA, apesar de não produzirem e tão pouco exportarem bananas, solicitaram um pedido de arbritagem na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as barreiras européias à importação da fruta. Dessa forma tentam garantir que suas empresas, que operam em toda a América Latina, tenham garantias de que poderão continuar exportando o produto desses países tropicais ao mercado europeu, sem sofrer discriminação.O Brasil também aderiu ao caso como terceira parte interessada. |
|
Data Edição: 26/07/07 |
