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Vale do Ribeira terá de replantar bananas

Frutíferas ficaram alagadas em janeiro. Agora, com sol forte de fevereiro, raízes apodreceram.

Janeiro foi marcado pelas chuvas em excesso. Já a primeira semana de fevereiro o que predominou foram as temperaturas elevadas, por causa de uma massa de ar quente que se estabeleceu sobre o Estado. A temperatura ficou acima da média, com as mínimas acima dos 20 graus e máxima acima dos 35 graus em praticamente todos os municípios. Em Iguape, a máxima chegou a 37,8 graus. As chuvas ocorreram em forma de pancadas, com pouco volume e bem isoladas. Sob essas condições, aumentou a demanda hídrica da atmosfera e a evapotranspiração superou os 4 milímetros por dia, diminuindo rapidamente o excedente hídrico.

RETOMADA

Foi um período de retomada das atividades para reestruturar as estradas e pontes de acesso a alguns municípios que haviam sido interditadas com as chuvas. Em Itapeva, Taubaté, São Carlos e Sorocaba o solo ainda está encharcado, com a capacidade máxima de armazenamento acima de 80%, dificultando as atividades na lavoura. Nos demais municípios o total de água disponível está próximo dos 60%, o que favorece a retomada das atividades.

Algumas culturas deverão ser replantadas, como é o caso da banana em Eldorado, Sete Barras e Registro, onde as plantações ficaram alagadas por vários dias e, com a chegada do sol forte, as raízes morreram. As chuvas prejudicaram as frutíferas, que agora estão sendo colhidas com baixa qualidade, como é o caso do caqui em Mogi das Cruzes e Jundiaí, dos citros em Taquaritinga, Campinas e Araraquara e do amendoim em Tupã e Marília. As hortaliças também foram danificadas pelas chuvas, principalmente as folhosas. As perdas acabaram refletindo no aumento dos preços.

Os agricultores do noroeste paulista aproveitam o tempo mais seco para prosseguir com o plantio do sorgo e terminá-lo dentro do prazo indicado pelo zoneamento agrícola, que termina no fim do mês. Eles aproveitam o tempo favorável também para pulverizar as lavouras de citros e cafezais, para a destoca e limpeza manual dos canaviais e preparo e revisão das máquinas para as atividades de colheita que começam no fim de abril.

Fonte: Ana Maria H. de Ávila - O Estado de S.Paulo - Pesquisadora do Cepagri/Unicamp.
Publicada: 10/02/2010

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